"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para se fazer e se viver." by Dalai Lama
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quinta-feira, 17 de março de 2011
Novas Conquistas da Exotique Filmes
Air Doll - Um Filme de Kore-eda Hirokazu

Eu assisti e recomendo. É de costume assistir à filmes asiáticos que primam na criatividade da produção de arte e no enquadramento, assim é "Air Doll" do diretor japonês Kore-eda Hirokazu. O roteiro fala, nas entrelinhas, da solidão e dificuldades das relações humanas neste mundo moderno, através do metafórico sentimento de uma boneca inflável que ganha um coração. O diretor trata a leveza como característica marcante do filme para se contrapor à dureza dos sentimentos dos habitantes de grandes metrópoles em elementos como o "ingênuo-puro-infantil" olhar de uma personagem feita de "ar", à uma sociedade contemporânea. A caótica metrópole que serve de locação para o filme torna-se suave e lírica com lentos movimentos de câmera trazendo, novamente, a mesma leveza que é a tônica do filme. Simplesmente maravilhoso.
sexta-feira, 11 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
"O Íntimo" na Seleção Oficial do New York Short Film Festival 2011

Este último final de semana já foi muito especial, pois aconteceu a mostra de algumas produções que fizemos no ano de 2010. A emoção maior ficou por conta da presença dos amigos, atores, diretores, o pessoal do Lunetim Mágico e outros profissionais do cinema que deram o ar da graça em pleno sábado à noite.
Naquela noite eu aproveitei para agradecer a rica presença de todos e dizer da dificuldade em se fazer cinema no Brasil. É uma missão quase impossível, as vezes desesperadora ou há quem diga: desanimadora! A começar pelo investimento que é grande e nunca temos patrocínios ou verba pública, depois as dificuldades de exibição e por último o retorno financeiro que é ZERO. O mercado não acredita em quem não seja famoso ou poderoso, daí vamos fazendo o nosso cinema de luta pacífica, cansados, mas felizes. Esta felicidade culminou esta semana quando recebi a notícia de que meu filme, O Íntimo, fazia parte da seleção oficial do "New York Short Film Festival". Para mim já é gratificação ao bastante, depois de quase três anos de produção, vários percalços e muito trabalho, a cidade que mais amo neste mundo (depois de São Paulo, é claro) escolheu o meu filme para fazer parte do seu festival. Quanta honra! Muito obrigado NY Short Festival.
Beijos mil,
Roberto Christo
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Loucuras de Uma Mente Cansada
Para muitos que são apenas repetidores de idéias, conceitos, condutas e moral, taxar a personagem principal como louca, é o mais fácil e cômodo.
Para aqueles que se deliciam na tentativa de analisar o comportamento humano, o filme é um prato cheio. Para mim, principalmente, foi um imersão total em um mundo de cobranças, cobranças estas que são introjetadas como conceitos de boa conduta, uma introjeção ditatória que não nos permite refletir sobre o seu real valor. As vezes, como artista, tento esquecer o limiar da realidade e da arte para que eu obtenha um resultado melhor na obra e ao contrario do esperado, recebo uma crítica destrutiva e todos torcem o nariz para a minha criação. A minha reação? Continuar correndo atrás de um sucesso ou reconhecimento. Como eu sou Ridículo!!
Bem, continuando o raciocínio sobre o filme, a minha loucura se transformou em uma tempestade mental, pois no mesmo dia que assisti ao Cisne negro, eu revi o filme “Milk”, e li as opiniões escritas por inernautas anônimos sobre o programa Big Brother, atualmente sendo exibido na TV. Para quem lê vai pensar: E o que uma coisa tem a ver com a outra? Tudo.
A sociedade, em geral, (incluindo eu) é uma mera repetidora dos dogmas, de uma forçada moral de conduta, de uma mediocridade fantasmagórica. Poucos são capazes de contestarem, de analisarem a obra e sua complexidade. Vamos lá, no “Milk” a sociedade repugna a homossexualidade com medo do diferente ou por pura ignorância ou pela cegueira destas religiões cretinas. No Big Brother, o participante rejeita a relação com uma outra participante, pois ouviu dizer que esta já havia trabalhado em sites pornôs (ou algo do tipo) e o pior, é apoiado por uma tropa de internautas machistas (de ambos os sexos), no Cisne Negro, os espectadores saem estarrecidos dizendo: O que a loucura é capaz de fazer!!
Enfim todas estas reações não passam da eterna mediocridade de repetir aquilo que a sociedade nos introjetou como a conduta da moral e dos bons costumes, como a conduta do normal. Aquilo que cega e emburrece o ser, o impede de refutar as questões da personalidade humana que a religião nos enfia goela abaixo. Criar as próprias idéias, os próprios conceitos passou a ser um processo de poucos, repetir os pensamentos comuns como grande novidades passou a ser uma ação do todo. Até quando vamos continuar fechando os olhos para os absurdos dos dogmas religiosos que incitam o desrespeito aos homossexuais? Ou para uma sociedade que diminui um ser humano que tem a coragem de se mostrar na sua forma mais pura e natural? Desnuda! Ou finalmente taxando de louca uma pessoa que cobrada por esta mesma sociedade a ser sempre o melhor e maior, esquecer o limite da realidade e da personagem a fim de proporcionar a obra perfeita para o deleite, outra vez, desta sociedade medíocre?
Abraços,


