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** By ROBERTO CHRISTO **

sexta-feira, 20 de maio de 2011

"O Íntimo" Fez Parte da Seleção Oficial do Festival de Granada 2011


Mesmo não levando prêmio, já fomos altamente agraciados com a "Seleçâo Oficial do Festival De Granada". Obrigado Granada!

Curso com o Professor Conte (SP), Uma Sumidade no Cinema

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Censo de 2011 revela aumento na discriminação das mulheres na Índia

Fonte:
The New York Times
Nilanjana S. Roy
Em Nova Déli (Índia)

Os números contam uma história velha e cruel: a eliminação sistemática das meninas na Índia. No censo de 2001, a proporção entre os sexos –o número de meninas para cada 1.000 meninos– era de 927 na faixa etária de 0 a 6 anos. Dados preliminares do censo de 2011 mostram que o desequilíbrio agravou, para 914 meninas para cada 1.000 meninos.

Os grupos de mulheres estão documentando este tipo particular de violência contra o gênero há anos. O demógrafo Ashish Bose e o economista Amartya Sen chamaram a atenção para as mulheres desaparecidas da Índia há mais de uma década. O aborto de fetos femininos aumentou à medida que a tecnologia médica tornou mais fácil a detecção do sexo do bebê ainda não nascido. Se for uma menina, as famílias frequentemente pressionam as mulheres grávidas a abortar. Testes que determinam o sexo são ilegais na Índia, mas o ultrassom e os centros para fertilização in vitro frequentemente driblam a lei, e o aborto por médico é facilmente obtido.

Algumas mulheres, como Lakshmi Rani, 30 anos, do distrito de Bhiwani, em Uttar Pradesh, foi pressionada a cometer múltiplos abortos. As três primeiras gestações de Rani foram interrompidas.

“Minha sogra me levou pessoalmente à clínica”, ela disse, de modo direto, mas mal audível. “Não foi minha decisão, mas não tive escolha. Eles não queriam meninas.”

Agora a família de seu marido a está pressionando para engravidar de novo e ela está torcendo por um menino. Apesar das campanhas do governo contra o aborto de fetos femininos, ela não acredita que terá escolha.

A história de Rani é comum por todo Uttar Pradesh, um Estado que possui uma das maiores desproporções entre os sexos na Índia. Os números do censo mostram que a razão entre mulheres e homens na faixa de 0 a 6 anos caiu de 916 em 2001 para 899 em 2011.

Em um relatório do Unicef de 2007, Alka Gupta explicou parte do problema: a discriminação contra as mulheres, já entranhada na sociedade indiana, cresceu devido aos desenvolvimentos tecnológicos que agora permitem que clínicas móveis de escolha de sexo ingressem sem controle em quase todas as aldeias ou bairros.

A Lei de Técnicas de Diagnóstico Pré-Natal e Preconceito de 1994 sofreu uma emenda em 2003, para lidar com a profissão médica –o “lado da oferta” da prática de seleção de sexo. Mas a lei tem sido mal fiscalizada.

Os motivos por trás do aborto de fetos do sexo feminino são complexos, segundo o Centro para Pesquisa Social, uma organização de pesquisa em Nova Déli. Ranjana Kumari aponta que a prática ocorre em alguns dos Estados mais prósperos –Punjab, Haryana, Déli, Uttar Pradesh– indicando que o crescimento econômico não garante uma mudança nas posturas sociais.

Ela aponta vários fatores que levam à preferência por meninos em muitas partes da Índia, especialmente no norte conservador: os filhos são uma fonte de renda para a família, as filhas se casam e ingressam em outra família e não estão mais disponíveis para cuidar de seus pais, os dotes tornam as filhas uma despesa e, nas áreas rurais, há o temor de que as mulheres que herdem terras possam transferir a propriedade para a família do marido.

Outra forma de violência contra a mulher –as mortes por dote– é igualmente bem documentada, e igualmente terrível, apesar dos indianos estarem tão acostumadas com elas que elas se tornam quase invisíveis.

Os nomes de Sunita Devi, Seetal Gupta, Shabreen Tajm e Salma Sadiq não chamam muito a atenção da maioria dos indianos, apesar de estarem todas nas notícias na semana passada por motivos semelhantes. Sunita Devi foi estrangulada em Gopiganj, Uttar Pradesh, a grávida Seetal Gupta foi encontrada inconsciente e morreu em um hospital de Déli, foi ateado fogo em Shabreen Tajm que queimou até morrer em Tarikere, Karnataka, e Salma Sadiq sofreu um aborto após ser espancada por seu marido em Bangalore.

As exigências por dotes maiores por parte da família do marido estiveram por trás de todos esses atos de violência, e são tão comuns que recebem apenas uma breve menção nos jornais. Os números do Birô Nacional para o Crime indicam que as mortes por dote aumentaram, com 8.172 em 2008, em comparação a cerca de 5.800 uma década antes.

Monobina Gupta, que pesquisa a violência doméstica para Jagori, uma organização não governamental, faz uma ligação direta entre essas mortes e o aborto de fetos femininos: “O dote faz parte do contínuo de discriminação e violência baseada em gênero, começando pelos feticídios femininos. Após a chegada da liberalização ‘econômica’ em 1992, a lista de exigências de dote se tornou ainda maior. A abertura dos mercados e a expansão da classe média alimentam o consumismo e a demanda por bens modernos. Por exemplo, estudos mostram que televisores a cores e aparelhos de home vídeo substituíram os televisores preto-e-branco, carros de luxo os Maruti 800 anteriores, aparelhos sofisticados substituíram os processadores de alimentos básicos”.

“É semelhante ao que está acontecendo com os feticídios”, ela disse. “À medida que a classe média ganha mais dinheiro, ela tem acesso à tecnologia médica mais sofisticada, tanto para assegurar o nascimento de um menino quanto para se livrar de uma menina não nascida.”

Qual é o custo de ter uma filha para uma família indiana, ou para a família do menino de abrir mão do dote? O economista T.C.A. Srinivasaraghavan estima o dote médio em torno de 10 mil rúpias, ou US$ 225. Esse número médio mascara as exigências exorbitantes de dote que costumam ser feitas pela família do noivo.

Em resposta aos resultados preliminares do censo de 2011, o governo central criou um escritório para monitorar o uso indevido de técnicas de seleção de sexo e o aborto de fetos do sexo feminino. Mas o verdadeiro progresso só virá quando mudarem as atitudes culturais em relação às mulheres. Enquanto isso, as mulheres terão que encontrar suas próprias soluções.

Em uma área nobre de escritórios de Nova Déli, Kiran Verma, 28 anos, cuidava de sua minúscula loja, um centro de fotocópias. O pai de Verma deixou a família anos atrás, e sua mãe, uma empregada doméstica, se preocupa em como cobrir o custo do casamento da filha. Mas como muitas outras mulheres urbanas atuais, Verma tem seus próprios planos. “Mais um ano e eu terei ganho meu dote”, ela disse com confiança. “Dessa forma eu terei alguma escolha em relação à família para a qual entrarei.”

Mulheres jovens que economizam seus próprios dotes não é a solução radical –a erradicação total do dote e da discriminação contra as mulheres– com a qual sonhava uma geração de feministas. Mas em seus esforços para se redefinirem como geradoras de riqueza, em vez de ônus para suas famílias, Verma e sua geração de mulheres indianas podem estar desferindo alguns golpes por conta própria contra os preconceitos que contribuem para o aborto baseado em gênero.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ator e ativista israelense Juliano Mer-Khamis é assassinado.

Fonte: O Progresso - Dourados, MS

Mer-Khamis, 52, levou cinco tiros em frente a teatro que fundou em Jenin.

Ele recebia ameaças desde que criou a instituição na Faixa de Gaza. Segundo informou o diário “Haaretz” nesta segunda-feira (4), o chefe da polícia local, Mohammed Tayyim, Mer-Khamis foi baleado cinco vezes por homens mascarados e as forças de segurança abriram investigação sobre as circunstâncias do assassinato. Um ambulância palestina levou o corpo do ator até um posto de fronteira para ser transferido a Israel.

A mãe do ator, Arna Mer, é uma judia ativista pelos direitos palestinos. O pai, Saliba Khamis, era um cristão palestino. Mer-Khamis nasceu e cresceu em Nazaré.O ator ficou mais conhecido por seus papéis no teatro e no cinema, em Israel e outros países, mas ao longo dos anos se tornou também um diretor e um intenso ativista político.Ele se associou ao teatro de Jenin, criado por sua mãe nos anos 1980. Em 2006, Mer-Khamis abriu o Teatro Liberdade na cidade, junto com Zakariva Zubeidi, ex-líder militar das Brigadas de Mártires de Al-Aqsa na cidade da região de Gaza.


quinta-feira, 31 de março de 2011

Caso Bolsonaro: FILHO DE PEIXE, peixinho É!


Filho de Jair Bolsonaro Apoia o Pai.
(Vejam que afronta ao cidadão brasileiro que paga o salário deles)

O vereador Carlos Bolsonaro, de 28 anos, concedeu entrevista ao jornal ALFA e classificou o episódio como mal-entendido, negou a existência de uma ditadura no Brasil e defendeu a posição política da família sobre cotas raciais e direitos dos homossexuais dizendo:

“Nenhum pai tem orgulho de um filho gay. Acho que nenhum pai tem orgulho disso. Quando você tem 18 anos, faz o que quiser da sua vida, mas querer ensinar para uma garoto de seis anos… Não seria legal nem se fosse sobre relacionamento homem-mulher. Nós lutamos contra a ditadura desses pequenos que querem enfiar goela abaixo o que pensam, sem levar em consideração o que nós também pensamos."

"Nós conhecemos a Preta Gil, o comportamento dela perante a sociedade. Ela lança CDs de música por aí onde aparece nua, envolta por fitinhas do senhor do Bonfim. A Preta Gil vive de polêmicas. Ela explora um tipo de música que, diz a imprensa, faz menções à pedofilia. Achamos equivocada a maneira como ela explora a religiosidade. Por isso meu pai não gostaria que eu namorasse alguém como ela. Tive uma boa criação."

"O eleitor que vota na gente nunca teve dúvida do que representamos. Defendemos as políticas de planejamento familiar, de controle de natalidade e de redução da maioridade penal. O que aconteceu agora foi o seguinte: os homossexuais, esse grupo LGBT que está acontecendo aí, deram proporções enormes à polêmica. Com apoio do governo federal, eles querem entrar nas escolas de primeiro grau para dizer que é correto ser homossexual."

Sobre o regime militar: "O outro lado da moeda não é exposto em 99% das vezes. Não houve ditadura no Brasil. A ditadura tem paredão. No Brasil não houve isso. Uma ditadura onde você toma o poder sem disparar um tiro ou causar uma guerra? Isso não é ditadura. Foi um momento político que o mundo estava vivendo. Uma ditadura que permitiu a fundação do meu partido de oposição? Uma ditadura que cria um sistema de indenização para suas vítimas? Isso não é ditadura. É uma transição do regime democrático. Teria sido uma ditadura se estivéssemos sendo governados por esse pessoal do passado que foi patrocinado por Cuba e China.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Novas Conquistas da Exotique Filmes

Os filmes "O Íntimo" dirigido por Roberto Christo e "O Passivo do Ativo" dirigido por Daniel Torres (Co-direção Roberto Christo) fizeram parte da Mostra Paralela do 8º FEST CINE AMAZÔNIA em novembro de 2010. Agradecemos a honra aos organizadores do festival.














Air Doll - Um Filme de Kore-eda Hirokazu

Eu assisti e recomendo. É de costume assistir à filmes asiáticos que primam na criatividade da produção de arte e no enquadramento, assim é "Air Doll" do diretor japonês Kore-eda Hirokazu. O roteiro fala, nas entrelinhas, da solidão e dificuldades das relações humanas neste mundo moderno, através do metafórico sentimento de uma boneca inflável que ganha um coração. O diretor trata a leveza como característica marcante do filme para se contrapor à dureza dos sentimentos dos habitantes de grandes metrópoles em elementos como o "ingênuo-puro-infantil" olhar de uma personagem feita de "ar", à uma sociedade contemporânea. A caótica metrópole que serve de locação para o filme torna-se suave e lírica com lentos movimentos de câmera trazendo, novamente, a mesma leveza que é a tônica do filme. Simplesmente maravilhoso.

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