************

** By ROBERTO CHRISTO **
Mostrando postagens com marcador Teatro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Teatro. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Alexandre Quintas em "Mateus, 10"


Versatilidade é uma das condições básicas para nos fazermos bons atores! É um dom lapidado com estudos, prática, disciplina e entrega! Um bom exemplo dessa afirmação vai para alguém que eu tenho acompanhado a carreira e que a cada ano me surpreende com sua eterna e constante ascensão profissional, o jovem ator e poeta, Alexandre Quintas.

Brilhando mais uma vez, o artista e sua trupe de alto nível, a Cia Tablado de Arruar (incluindo aqui o elenco: Alexandra Tavares, Alexandre Quintas, Amanda Lyra, Clayton Mariano, Ligia Oliveira e Vitor Vieira; o dramaturgo: Alexandre Dal Farra), têm demonstrado que trabalhar sério resulta em prover arte e cultura, obtendo admiração de público e crítica. ** Veja resenhas e premiações abaixo.

Este é o caso de "Mateus, 10", onde Alexandre Quintas interpreta dois personagens: Joelmir e Maria. O espetáculo conta a história de Otávio, um pastor em ascensão que entra em crise com sua atividade, quando se apega de forma quase obsessiva a uma passagem da Bíblia em que Jesus renega sua família, mãe e irmãos, em função dos seus seguidores e discípulos. A partir daí, Otávio passa a desenvolver e a pregar uma nova doutrina. O desejo obsessivo de negar o conhecido em função ao novo, a qualquer custo, o leva à beira da loucura. Para instaurar uma nova ordem ele precisa de um fato que mude os rumos da sua vida e é a partir dessa atitude que a trama se desenrola.

Por ROBERTO CHRISTO


Se você gostou, fique ligado na agenda de apresentações do ator, no interior de São Paulo:

NOV.28 & 29 - Registro
DEZ.01 - Santo André
DEZ.19 & 20 - Santos

**
- Para sensibilizar o público, o ator precisa abraçar o personagem e transmitir emoção ao texto. Para encantar multidões, um líder religioso também necessita de carisma ao propagar suas mensagens. Montagem do grupo Tablado de Arruar, o drama”Mateus, 10” levanta questões plenamente aplicáveis ao teatro, religião, política ou a qualquer área na qual a sedução pela palavra seja fundamental. O autor Alexandre Dal Farra, também diretor ao lado de João Otávio, buscou referências dramatúrgicas no conto “Bartleby, o Escriturário”, de Herman Melville, e no romance “Crime e Castigo”, de Fiódor Dostoiévski. Ainda apresenta influência bíblica no título, remetendo ao apóstolo Mateus, o coletor de impostos que abandonou a riqueza para seguir Jesus. Diante dessas inspirações, o espetáculo levanta um oportuno debate relativo a culpa, alienação, fé e ao poder da religião para ditar comportamentos. Vitor Vieira personifica o pastor Otávio, um homem que passa a questionar o valor e a verdade das suas pregações. O dízimo lhe parece sujo, e ele planeja desenvolver uma doutrina própria. Em meio a uma crise pessoal, Otávio enfrenta turbulências com a mulher (a atriz Ligia Oliveira) e perde o controle dos atos, envolvendo-se intimamente com os vizinhos e até em um assassinato. (…) Os diretores aliviam o extremo realismo da encenação e a densidade do texto com episódios tragicômicos, representados pela atriz Amanda Lyra. No bom elenco ainda figuram Alexandra Tavares, Alexandre Quintas e Clayton Mariano, apoios fundamentais para a perturbadora interpretação de Vitor Vieira. Dirceu Alves Jr. Veja São Paulo****.

- Um dos melhores textos do ano. Alexandre Dal Farra criou estranheza em personagens dentro do contexto de uma religião evangélica – uma parte da identidade da sociedade brasileira de hoje, poucas vezes abordada em nosso teatro. Lucianno Maza. Caderno Teatral da Cooperativa Paulista de Teatro.


- Prêmio Shell de melhor dramaturgia (2012)

- Prêmio CPT de melhor espetáculo em espaços alternativos (2012)


quinta-feira, 13 de março de 2014

Senhorita Júlia e a Despedida de si Mesma



Utilizando-se da metalinguagem, estreou ontem no Teatro Augusta, o espetáculo "Senhorita Júlia e a Despedida de si Mesma". Com direção de Heitor Saraiva, a peça reúne um elenco de peso: a grande Amanda Pereira (Júlia), Eduardo Pelizzari, Paloma Souza, Rebeca Zadra, Danilo Amaral, Dico Paz, Rafael Dib, Patrícia Palhares, além de Beto Bellini, o também responsável pela autoria do texto.

Com uma produção de altíssimo nível, incluindo um figurino perfeito, uma iluminação e som de babar, o espetáculo deve emplacar como sucesso total.

Rafael Dib e Amanda Pereira
Júlia é filha de um grande empresário da comunicação, uma apresentadora de televisão que se envolve com um captador de recursos cuja esposa se diz uma religiosa, porém só age por interesse. Assim se desenrola a peça que discute questões como a vaidade, a adoração pela fama, o facilidade de se corromper na busca de egos inflamados, algo muito comum no mundo do audiovisual. Pensando bem... Eu diria que a realidade do texto transcende o "mundinho", trata-se de uma verdade geral da atualidade! O espetáculo é um espelho que reflete a imagem de nossos anseios. Claro, não quero generalizar, mas com certeza, muitos enxergarão a própria imagem, nestes tempos em que o homem parece estar retrocedendo.

O cinema, a música, a literatura... Enfim, a arte precisa seguir uma regra de uniformidade para garantir uma notoriedade. A estética precisa seguir o ritmo da globalização. O sistema econômico oprime o espírito, acaba com a harmonia casual das estruturas e fragiliza o artista. O produto torna-se algo fugaz e descartável, escondido sob o escudo do progresso.

Onde ficou a fantasia, o lúdico? Acabaram se tornando um espírito zombeteiro que, em alguns momentos, aparece para brincar com os artistas, ou lembrar que a essência da arte não é a grandiosa produção que a envolve, mas sim sua simplicidade ou a simples capacidade de nos fazer sentir. 

Esquecemos do literal teatro de ilusões. O que vale agora é o prazer de celebridade. O público fechou a "gavetinha" da reflexão, não quer mais exercitar a imaginação, está com preguiça de procurar o fio da meada

Onde ficou o homem? Passou a ser um objeto manipulável que dança de acordo com a orquestra do poder do dinheiro, ou vai na onda da massa. Perdeu seus atributos humanos, a capacidade de observação, só quer se engajar na corrida incessante do glamour. Deixou seus pensamentos no "automático" para curtir o indulgente. Passou a se preocupar, somente, com o próprio nariz, mesmo que precise contradizer suas crenças, seus ideias, sua educação, seus sonhos.

Mas o resultado de tudo isto pode ser um desastre para o maior bem do ser, o bem que esquecemos de dar o devido valor: A VIDA!

EM CARTAZ ATÉ 10 DE ABRIL DE 2014

Eu super recomendo! Melhor, é um espetáculo imperdível.

por ROBERTO CHRISTO


Ficha Técnica:

Direção: Heitor Saraiva.
Coordenação de Produção: Erika Barbosa.
Assessoria de Imprensa: Miriam Bemelmans.
Diretora de Produção: Patrícia Palhares.
Assistente de Direção: Lívia Simardi.
Ingressos: R$ 30,00. (Inteira) R$ 15,00 (Meia-Entrada) Mediante apresentação de comprovante.

TEATRO AUGUSTA
Rua: Augusta, 943 - Cerqueira César
Horários: quartas e quintas às 21h.
Sala Nobre: 302 Lugares.
Gênero: Drama.
Duração: 70 Minutos.
Classificação: 16 anos.
Compras On-Line: Ingresso Rápido.



quinta-feira, 20 de junho de 2013

Kelly Lima em Depois de Ontem


Esse mundo caótico nos cega da análise dos nossos sentimentos, acabamos por ficar somente no aspecto racional do homem. O julgamento de terceiros passa ser uma ameaça contra nossa integridade humana, vai contra a vontade. Filosoficamente, definiríamos como vontade, o que há de mais essencial no mundo; ela se manifesta em toda a natureza e nos corpos animais, independentemente de serem eles possuidores ou não da faculdade de razão.

Uma criança com vontade de ter uma infância tranquila x Uma mãe com vontade de que seu filho fosse a cópia fiel do seu ideal. A partir daí entramos no turbilhão do embate da "razão x emoção" e fazemos de seus participantes, eternos encarcerados dessa situação. A montagem é capaz de criar uma comunicação muda com as espectadores, a partir do momento que faz aflorar a nossa real dualidade de sentimentos.

Assim eu defino o espetáculo teatral "DEPOIS DE ONTEM". Após assistir ao ensaio geral, só tenho elogios a fazer. Um texto maravilhoso, extremamente tocante e uma dupla de atores tão sensíveis quanto o texto. O ponto alto da criatividade cênica é o preenchimento do palco com movimentos milimetricamente calculados e na proporção exata da integração dos corpos dos atores ao espaço do palco.

Tenho certeza que quando o espetáculo estiver totalmente pronto: cenário, figurino, maquiagem, luz e etc, será ainda mais contundente e de beleza única.

Com previsão de estreia em breve, na Sala Piscina do Viga Espaço Cênico. Rua Capote Valente, 1323 (São Paulo), a peça procura apoiadores para finalizar a produção. A arrecadação está sendo feita através de contribuições no site "Catarse" e já conseguiu passar da metade do orçamento proposto. Se você quer assistir à uma produção que te fará repensar a vida, seja um contribuinte. (Clique na palavra Catarse, acima)

Maiores informações: 

http://espetaculodepoisdeontem.wordpress.com/faca-parte/

SINOPSE
A peça “Depois de Ontem” apresenta a relação difícil entre um menino de oito anos e sua mãe. De um lado, uma criança que só queria ter uma infância tranquila. De outro, uma mulher que projeta no filho as frustrações pela vida que queria, mas não viveu. Ao final, o amor incondicional e o forte vínculo que nunca se rompem.

Em suas diferenças, defeitos e expectativas, os personagens nos fazem concluir que a culpa perde sentido quando entendemos que todos nós, humanos, somos conduzidos por nossa própria trajetória e que agimos motivados por nossas próprias razões. Levam-nos, ainda, a refletir sobre como lidar com sentimentos contraditórios numa relação de amor.


FICHA TÉCNICA
Texto e direção: Renata Bortoleto
Assistência de direção: Juliana Matos
Elenco: Thiago Spektror e Kelly Lima
Produção: Luísa Fischer
Iluminação: Lúcia Ramos
Sonoplastia: José Sérgio Pinchiaro
Cenografia: Luiz Gustavo Landi
Figurino: Renata Bortoleto
Preparação de atores: Juliana Matos
Projeções audiovisuais: Pedro Ferrarini

Ensaio geral com Thiago Spektror e Kelly Lima
Por ROBERTO CHRISTO

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O Ator Raphael Negrão em Curta Temporada (SP)

"Pedaços de Nós"

Um espetáculo escrito e dirigido pelos talentosos atores, Raphael Negrão e Rafael Bernardino, que em cena fazem uma análise sobre suas expectativas de vida, através de uma abstração lírica, para chegarem à conclusão do realizado.

Texto: Raphael Negrão e Rafael Bernardino
Elenco: Raphael Negrão e Rafael Bernardino
Local: Amadododito Espaço Cênico Endereço: Rua Aimberé, 236 – Pompéia (início da Av. Sumaré) Telefone: (11) 5083-2218
Dias e Horários: Domingos, 16, 23 & 30 de setembro de 2012 - 20h00
Preços: R$ 30,00 (inteira) / R$ 15,00 (meia-entrada)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...