************

** By ROBERTO CHRISTO **
Mostrando postagens com marcador Meus Pensamentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meus Pensamentos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de setembro de 2015

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Mantra OM MANI PADME HUM


OM MANI PADME HUM que soa como OM MANI PEME HUNG é o mantra do Budismo que significa "da lama nasce a flor de lótus".

Recitar este mantra é transformar o corpo impuro de suas palavras ou mente, no puro e no louvado. É abençoar com a energia positiva ou a energia de Deus (respeitando, aqui, a maneira individual de crer) o  corpo, a palavra. É rezar, mentalizar, meditar por um mundo melhor para todos. É ajudar os animais a reencarnarem em níveis mais elevados. É seguir o caminho da mente de Buddha.

OM - A primeira sílaba. Recitá-la o abençoa para atingir a perfeição na prática da generosidade. Elimina o orgulho.
MA - Ajuda a aperfeiçoar a prática da ética pura. Liberta do ciúme e da luxuria.
NI - Ajuda a atingir a perfeição na prática da tolerância e paciência. Consome os desejos
PAD - Ajuda a conquistar a perfeição na prática da perseverança. Acaba com a ignorância.
ME - Ajuda a conquistar a perfeição na prática da concentração. Liberta da pobreza e da ganância, e nos leva ao ponto ótimo.
HUM - Ajuda na conquista da perfeição na prática da sabedoria. Elimina a agressividade e o ódio.


segunda-feira, 16 de junho de 2014

Carta aberta a Marilene Chauí e Jean Wyllys


Eu, recentemente, me deparei com duas manifestações proferidas por interlocutores de peso. Ambas são julgamentos pessoais que me dão o direito de resposta, enquanto cidadão. 

A primeira foi através de um vídeo, apresentado por um amigo, quando a Sra Marilene Chauí chama a classe média de estúpida, arrogante, petulante, ignorante e terrorista. Veja o vídeo abaixo:


Sra Marilene Chauí, a média é uma maneira de se calcular aquilo que seja democrático, de procurar e desenvolver pesquisas que melhorem nossas vidas, de construir um acesso à todos, de evitar a falta, de se poupar do excesso. 

Eu sou da classe média, cresci e fui educado na classe média. Minhas origens, até onde eu tenho conhecimento, são uma mescla de etnias europeias, mas como faço parte da média dos brasileiros que vem de onde eu venho, com certeza, tenho genes afrodescendentes e sefaradis! Para se chegar à algo mais preciso, basta calcular a média dos resultados do meu material genético. 

Meus pais são da classe média, me deram uma educação de valores, pautada no respeito e amor ao próximo. Sempre me ensinaram a ver a diversidade como algo mediano, nunca extremista, assim fica mais fácil exercer a tolerância e enxergar as diferenças como a grande fatia da média.

A segunda foi através do site Terra que publicou um comentário sobre o comportamento daqueles que assistiam ao jogo de abertura da Copa 2014, escrito pelo Deputado federal pelo PSOL do Rio, Jean Wyllys. Veja abaixo:

“Sim, eu senti vergonha por conta da vaia e do insulto à presidenta Dilma no jogo de abertura da Copa do Mundo. Sim, a vergonha foi maior porque a gente que puxou a vaia se considera "fina, culta e educada" e vive chamando de "mal-educados, grosseiros e sem-modos" aqueles que não têm a sua cor, a sua renda nem seus privilégios (inclusive o de poder adquirir o caríssimo ingresso para estar naquela arquibancada).

Sim, mal-educada, grosseira e sem-modo é mesmo aquela gente, que, pouco acostumada com a civilidade, não tem senso de oportunidade nem sabe fazer oposição política sem resvalar para a baixaria. Sim, os manifestantes que questionam, com razão, os custos da Copa e que têm motivos reais para perderem a cabeça em relação às políticas da presidenta (políticas que beneficiaram justamente os que estavam na arquibancada e na área VIP da arena) não caíram na baixaria do insulto pessoal à Dilma, embora sejam comumente chamados de "vândalos" e "baderneiros" pelos que insultaram a presidenta enquanto tomavam sua cerveja gelada.

Sim, eu faço oposição (à esquerda!) à presidenta Dilma, mas fazer oposição a ela não significa insultá-la de maneira covarde. Sim, eu faço oposição (à esquerda) à presidenta, mas fazer oposição não é cair em ataques pessoais, mas, sim, fazer crítica às políticas por ela implementadas.

Sim, há um tanto de misoginia e machismo odiosos no insulto proferido pela plateia branca e rica contra Dilma. Sim, eu não gostaria que Luciana Genro ou Manuela D'Ávila ou Erika Kokay ou Mara Gabrilli fossem insultadas daquela forma por uma turba de machos corajosos só quando estão em turba. Sim, sendo eu, todos os dias, vítima de insultos semelhantes motivados por homofobia, posso inferir a dor que a presidenta sentiu ao ouvir o insulto em coro.

Sim, a dignidade de Dilma (e sua dignidade existe apesar de suas atitudes políticas equivocadas e erros de gestão!) é a melhor resposta à indignidade daquela gente que a insultou. Sim, presidenta Dilma, você tem a minha solidariedade. Sim, coragem grande é poder dizer "sim"!
Jean Wyllys

Sr Jean Wyllys, o Sr age como o Hitler que definia a cor, o credo, a classe social, a orientação sexual e o estado de saúde das pessoas. Um Hitler que quer exterminar aqueles que julga como inferiores, baseando-se em fantasias e conjecturas (conjecturas: se você está no jogo da Copa é porque pôde pagar o ingresso! Se pôde pagar o ingresso, é porque pertence a classe XYZ! Se pertence à classe XYZ é da etnia tal! Se é da etnia tal, se acha mais educado que os outros! Se você se acha melhor que outros, você odeia os diferentes ou você é um egoísta, ou um acéfalo...).

Sr Jean Wyllys, o seu ódio é transparente quando fala daqueles que assistem ao jogo de abertura da Copa 2014! Você se baseia em características que fazem parte da diversidade fisicamente visível e que não deve ser referência para generalizar, desrespeitar a consciência individual e o livre pensamento. O senhor é gerador de ideias, por isso reflita se seu texto não é intolerante e parcial. Reflita se não há uma forte dose de "classemediafobia" e espero que repense suas futuras declarações.

Eu levo as afirmações do Deputado Jean Willys e da Sra Marilene Chauí como um rótulo negativo à minha condição étnica e minha classe social. Nem mesmo os trabalhadores do Censo, quando em pesquisa; ou os serviços de imigração; os órgãos públicos e privados me "pregam" tal tarja! Pois, quando querem saber da minha etnia e classe social perguntam: Qual a cor de pele que você considera ter? De qual etnia você se define? Qual dos grupos de níveis de renda familiar você se encaixa?

Alguns pensadores precisam se dar conta, que pensamento é democrático, é filosófico, é dialético, é pessoal, é escolha, é a liberdade de ser. Por favor! Eu não quero falar da política brasileira, pois é um assunto que eu, realmente, ignoro. Minha resposta é para mostrar  que me senti agredido, ridicularizado e menosprezado por uma certa classe de intelectuais! Intelectuais que têm acesso aos meios de comunicação. Pessoas que considero inteligentes, mas que estão cegas e doentes. Que, por conta de seu status social, político e profissional, querem impor seus pensamentos, como uma verdade absoluta. Pessoas que julgam, condenam e querem diminuir aqueles que eles fantasiam ser contrários às suas verdades. Pessoas que se utilizam de suas facilidades de comunicação para botar o dedo na cara alheia, ou que julgam pelas aparências e por suas fantasias.

por ROBERTO CHRISTO

 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

"Internet" Onde os Covardes Têm Vez.

Nosso sociedade covarde adora se esconder atrás de um gadget ou um computador para desfilar comentários sórdidos da vida alheia, julgar tudo e todos de maneira leviana, demonstrar seus recalques, ódios e preconceitos sem medo de ferir os direitos civis do cidadão. Eu sempre fui um amante dos direitos humanos, da liberdade individual, das ciências sociais, mas nos últimos tempos tenho observado que o homem está retrocedendo, a sociedade está voltando para a Idade Média, adorando uma inquisição religiosa e moral. Só espero não mais ver pessoas postando comentários em concordância com a fogueira ou apedrejamento para as "bruxas", os gays, os hereges, a proibição do divórcio, a abolição do direito do voto feminino, o apoio ao trabalho escravo, a ditadura machista e a ditadura religiosa. A sociedade precisa caminhar para frente, mas não vejo tais passos serem dados! Por isso escolhi ser um defensor dos direitos dos animais, estes não tem hipocrisia e falso moralismo, são verdadeiros e transparentes, o que ao meu ver se mostram mais racionais que o ser humano, que é incapaz de mudar a mente.

A atriz, Isis Valverde, é jovem, bela e talentosa! Ela é uma profissional que se doa 100% para qualquer trabalho que faz, sem se preocupar com o falso moralismo desta sociedade hipócrita que vivemos e que, na minha opinião profissional, é o ponto de sucesso do ator. Ela empresta seu corpo, voz, sua capacidade e inteligência para qualquer diretor desenvolver uma obra de arte do mais alto nível. Se eu tivesse uma profissional destas na minha equipe, com certeza dispensaria grande parte do trabalho preparatório de uma produção.

Então, estou citando a atriz, pois estou chocado com o julgamento alheio que leio a respeito desta brilhante profissional, em função de suposições de sua vida pessoal. Ninguém tem o direito de rotular ninguém por causa de fuxicos!

Verdades ou mentiras, a vida pessoal de cada um diz respeito aos seus autores, somente!

A atitude da nossa sociedade é o retrato de sua auto projeção e idealização, a do eterno atraso.

por ROBERTO CHRISTO


Isis Valverde na capa da NOVA

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Liberdade é Tudo!

Happy Together,
filme de Wong Kar Wai
Em recente entrevista dada pelo cineasta Wong Kar Wai, o mesmo disse que a censura na China é única e ultrapassada.

Imaginem que para se fazer um filme na China é preciso registrar o roteiro para o governo aprovar. Após concluída, a obra passa por uma nova avaliação, também com fins de aprovação. Um grande entrave é que não há uma classificação etária no país, as produções devem ser acessíveis à todas as idades, o que dificulta o aprofundamento e a diversidade dos enredos, em diversos casos.

Restrições políticas e morais são os grandes vilões de quem produz arte. No Brasil, apesar de existirem boas leis que garantem a proibição da divulgação de informações pessoais que venham atingir a honra, a boa fama ou a respeitabilidade de qualquer cidadão, agora temos o grupo Procure Saber que quer coibir as biografias sem autorização.

Uma lástima!

A liberdade de expressão, sem ofensas pessoais ou inverdades, precisa ser mantida, sempre.

por ROBERTO CHRISTO

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Loucuras de Uma Mente Cansada

Há muito tempo não assistia à um filme que me tocasse tanto como o Cisne Negro, acho que foi pelo fato do filme explorar os planos fechados, próximos, o escuro, o excesso de espelhos, câmera nervosa, enfim, isto tudo é bem a minha cara. No início, achei que o roteiro fosse algo sem grande impacto ou sem possibilidade de criar uma história, mas ao final de um dia que passei assistindo filmes e lendo, consegui me dar conta que o filme também pode nos fazer pensar na complexidade das personalidades humanas.
Para muitos que são apenas repetidores de idéias, conceitos, condutas e moral, taxar a personagem principal como louca, é o mais fácil e cômodo.
Para aqueles que se deliciam na tentativa de analisar o comportamento humano, o filme é um prato cheio. Para mim, principalmente, foi um imersão total em um mundo de cobranças, cobranças estas que são introjetadas como conceitos de boa conduta, uma introjeção ditatória que não nos permite refletir sobre o seu real valor. As vezes, como artista, tento esquecer o limiar da realidade e da arte para que eu obtenha um resultado melhor na obra e ao contrario do esperado, recebo uma crítica destrutiva e todos torcem o nariz para a minha criação. A minha reação? Continuar correndo atrás de um sucesso ou reconhecimento. Como eu sou Ridículo!!
Bem, continuando o raciocínio sobre o filme, a minha loucura se transformou em uma tempestade mental, pois no mesmo dia que assisti ao Cisne negro, eu revi o filme “Milk”, e li as opiniões escritas por inernautas anônimos sobre o programa Big Brother, atualmente sendo exibido na TV. Para quem lê vai pensar: E o que uma coisa tem a ver com a outra? Tudo.
A sociedade, em geral, (incluindo eu) é uma mera repetidora dos dogmas, de uma forçada moral de conduta, de uma mediocridade fantasmagórica. Poucos são capazes de contestarem, de analisarem a obra e sua complexidade. Vamos lá, no “Milk” a sociedade repugna a homossexualidade com medo do diferente ou por pura ignorância ou pela cegueira destas religiões cretinas. No Big Brother, o participante rejeita a relação com uma outra participante, pois ouviu dizer que esta já havia trabalhado em sites pornôs (ou algo do tipo) e o pior, é apoiado por uma tropa de internautas machistas (de ambos os sexos), no Cisne Negro, os espectadores saem estarrecidos dizendo: O que a loucura é capaz de fazer!!
Enfim todas estas reações não passam da eterna mediocridade de repetir aquilo que a sociedade nos introjetou como a conduta da moral e dos bons costumes, como a conduta do normal. Aquilo que cega e emburrece o ser, o impede de refutar as questões da personalidade humana que a religião nos enfia goela abaixo. Criar as próprias idéias, os próprios conceitos passou a ser um processo de poucos, repetir os pensamentos comuns como grande novidades passou a ser uma ação do todo. Até quando vamos continuar fechando os olhos para os absurdos dos dogmas religiosos que incitam o desrespeito aos homossexuais? Ou para uma sociedade que diminui um ser humano que tem a coragem de se mostrar na sua forma mais pura e natural? Desnuda! Ou finalmente taxando de louca uma pessoa que cobrada por esta mesma sociedade a ser sempre o melhor e maior, esquecer o limite da realidade e da personagem a fim de proporcionar a obra perfeita para o deleite, outra vez, desta sociedade medíocre?

Abraços,
Roberto

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Cinema Sob Censura por Tratar de Tema Gay.


Bollywood (Índia).

Eu diria que Bollywood sofre com a sua pobreza de espírito. Desculpe se eu estiver errado, uma vez que assisti somente à algumas poucas produções. Vamos dizer que os 5 filmes que eu assisti todos tratavam de cretinas estórias de amor: o jovem casal virgem e seu amor proibido, o amor em diferentes castas, bla, bla bla e no meio sempre vinham música e dança, música e dança, no estilo mais brega possível.

Hoje me deparei com um artigo dizendo sobre Dunno Y, a primeira produção realmente gay realizada após a decisão do Tribunal Superior de desqualificar a homossexualidade como um crime na Índia, no ano passado.

O que realmente me assustou foi o impacto ruim que o filme causou na sociedade. Não é uma piada, mas as autoridades estão pensando em cortar algumas cenas e o ator, Yuvraaj Parasher, que interpretou um dos personagens homossexuais, foi expulso de casa pela família que se sentiu traída e envergonhada com o trabalho dele.

Se Bollywood quer produzir cinema de verdade, eles devem, em primeiro lugar, livrar-se dos velhos e ridículos tabus.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Eleições 2010

Tenho assistido ao horário político eleitoral e ouço absurdos como candidatos fazendo propaganda da liberdade e igualdade do comunismo, ou sobre os avanços da sociedade brasileira. Como assim? Desde quando regimes absolutistas são sinônimos de liberdade? Desde quando aumento de consumo é sinônimo de avanço social ou intelectual?

Daí me lembro que o filme “Jesus do Brasil”, em um certo momento, traz fatos políticos acontecidos no lírico passado que buscava a liberdade como um todo.

Daí eu me transporto para o tempo atual e me pergunto se o nosso novo presidente eleito pretende manter a vergonhosa política internacional brasileira que apóia ditaduras como Cuba, Irã e Venezuela, explícitos em casos como a defesa do suspeito desenvolvimento nuclear iraniano, a deportação dos atletas cubanos durante os Jogos Panamericanos, o financiamento de obras em Cuba pelo BNDES, o livre acesso à representantes das FARC, organização terrorista colombiana, no Brasil. Só para clarear o que estou dizendo:

Sabemos que não há em Cuba:
- Pluralismo político
- Liberdade de expressão

Sabemos que há:
- Presos políticos que estão na cadeia por discordarem do regime. Perseguição a cidadãos pelo simples fato de serem homossexuais.

Sabemos que não há na Venezuela e no Irã:
- Liberdade de expressão, onde jornalistas, cineastas são covardemente presos, onde há restrição à internet. Onde há intolerância assumida à homossexuais, judeus e etc.

Sabemos que há no Irã:
- Desenvolvimento de um programa nuclear suspeito e que o governante do Irã não aceita investigações locais de órgãos internacionais em prol da paz mundial.

Por isso exercitem seus olhares artísticos na análise da propaganda política e votem conscientes no próximo mês.

domingo, 15 de agosto de 2010

São Paulo: Um Mundo

Ao final da tarde de sexta feira, eu estava voltando para casa, depois de um dia cheio e encontro uma amiga bebendo em um bar da esquina da Consolação com a Santos. Estou citando esta coincidência pois é uma amiga da minha cidade que não a vejo há uns 08 anos. Assustado com este acontecimento típico de cidade do interior, parei para conversarmos, fiquei surpreso como ela, aos 53 anos parecia mais jovem e mais bonita do que sempre fora . Rapidamente tive que me despedir pois no dia seguinte ia filmar logo cedo, ou melhor, ia atuar em um filme que para compor o personagem tinha deixado a barba crescer e precisava apará-la.

Na própria Al. Santos, corri até a um barbeiro, coisa rara nos Jardins. Abri uma porta de vidro, entrei naquele recinto com paredes verde-água, belas e antigas cadeiras de barbeiro, um público 100% masculino composto por todos os tipos possíveis e imagináveis (jovens, senhores, executivos, michês, motoboys...). Como estava lotado, logo me sentei em um banco em meio a jornais e revistas e perguntei ao jovem que cortava o cabelo de um cliente à frente: - Vocês fazem barba aqui?
Com uma resposta positiva e sorridente resolvi ler algo para passar o tempo e esperar minha vez. Abri uma revista Playboy da bela Bárbara Borges e comecei a folheá-la na ansiedade de checar as fotos sensuais da atriz, mas logo fui interrompido por um senhor de uns 80 anos que me convidou a sentar a fim de ter minha barba feita. Eu segui as instruções do "meu tio" e durante os 20 minutos que esta operação, feita aos modos antigos, durou, eu tive um "brain storm" enquanto ator, roteirista, produtor de arte e fotografia.

O ambiente, a experiência, a figura do senhor e outros detalhes me trouxeram inspirações surpreendentes e com certeza me fizeram crescer tanto profissionalmente, quanto como um ser sensível. Enfim, é inacreditável como a moderna cidade de São Paulo é diversa o bastante para continuar a inspirar poetas, cineastas, atores ou simples sensíveis de plantão. Eu realmente amo esta cidade, eu amo São Paulo.

Por Roberto Christo

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Sentimentos, Até Então, Somente Internos - PARTE 01

Eu hoje, enquanto analisava um sonho recorrente, cheguei à conclusão que a evolução da palavra trouxe também a evolução do autoconhecimento.
Voltando ao sonho. Eu costumo sonhar, em forma de um pesadelo, que fui reprovado na escola e preciso voltar às salas de aula; isto significa um momento de sufoco que me faz acordar com falta de ar e leva alguns segundos, para felizmente, eu me dar conta que a realidade é outra. Agora, por que algo tão simples pode me causar tanto mal estar? Talvez, há alguns anos atrás, eu não encontrasse uma resposta em forma de palavra que o justificasse; hoje em dia os estudiosos se dedicam a pesquisar assuntos que antigamente eram considerados “frescuras”, “bichisses” ou outros substantivos pejorativos facilmente usados para julgar o sofrimento alheio. Enfim, neste caso específico, eu posso afirmar que fui vítima da hostilidade decorrente do “bullying” algo muito antigo, porém recentemente nomeado. Tráta-se de um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully - «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz (es) de se defender. Eu me lembro quando criança, pelo simples fato de ser diferente nos meus gostos, desejos, comportamento, era hostilizado, marginalizado, ofendido e agredido. Ações que eram sustentadas e cegamente apoiadas pela sociedade, escola, colegas. Um pesadelo traumático. O lado positivo que tirei de tudo isto foi o fato de formar a minha personalidade livre de preconceitos e à margem, junto com”meus iguais” ou outros que naquela época também eram marginalizados como os negros, os hippies, os gays, os drogados. Outro ponto positivo foi a experiência de vida que me hoje me faz enxergar avanços sociais como a “descoberta” ou somente a criação de um termo para o bullying, triste ato que só vai ser combatido à medida que os pais se conscientizem da importância em educar os filhos em um ambiente livre de preconceitos e baseado no respeito mútuo.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Como se esconder por detrás das palavras.

Diariamente ouvimos muitos dizerem com orgulho: "Este é um ex-guerrilheiro" "Viva a Guerrilha, a Revolução" a palavra "guerrilha" dá um tom heróico ao ato. That's bollshit! Tudo isso funciona como uma maquiagem da violência.

A violência, a guerra, o assassinato de civis não justificam e nem amortecem o teor pernóstico e de atrocidade na luta de qualquer ideologia. Quem, verdadeiramente, luta pela democracia, o faz de maneira pacífica, de maneira inteligente. Afinal, a humanidade busca os avanços sociais através do direito a vida e bem estar de todos, independente de credos e ideologias pessoais.

Deixem as máscaras de lado.

quarta-feira, 24 de março de 2010

A Eterna Busca do Falo Dourado


Por causa da produção do longa metragem, JESUS DO BRASIL, estou fazendo uma pesquisa do comportamento do espectador em função dos temas, formas e linguagens exibidas nos meios de comunicação. Nada melhor que utilizar o reality show, BBB, como ferramenta de trabalho, além das questões polêmicas que fervilham nos noticiários.

Por causa disso tenho acompanhado todos os fóruns, debates, postagens, enfim tudo que mostra a manifestação do público direto na internet. A minha primeira conclusão é que vivemos em uma sociedade cuja visão se limita à um espaço de valores éticos herdados de uma educação conservadora e fundamentada em preceitos religiosos. A maioria das pessoas não tem o interesse em diversificar as fontes de informação para criar um ponto de vista próprio, há simplesmente uma apropriação dos dogmas sustentada pela ignorância.

Vamos começar pelo fato do programa, BBB10, ter confinado em um mesmo espaço, homossexuais e homofóbicos ou adeptos do “orgulho hétero”. A primeira e mais visível reação da sociedade foi massacrar o programa, o público temia que as transformações da Drag Queen, Dimmy Kieer fossem um ultraje à formação do jovem brasileiro. Todos se sentiam ameaçados por uma possível cena homoafetiva, ou um beijo gay, que adentrassem seus lares. Eu vi coisas escritas na internet como: “morte aos veados”... “meus filhos estão proibidos de assistir à estas aberrações”...

Ora, a sociedade tem medo que um gesto de amor ou tesão homossexual sirva de mau exemplo para jovens brasileiros e ataca o reality show que mostra apenas um “selinho”! Em contrapartida a mesma sociedade apóia e acha normal as atitudes de um participante do programa, um ignorante com cara de delinqüente que comete erros grotescos de português (“seje” homem ou “pra mim acreditar”), uma pessoa que chama o companheiro de programa de “veado”, um cidadão que expressa seu desejo de agredir fisicamente uma mulher ou tatuar a suástica, um limitado que ao discutir com os companheiros apela para expressões como “tomar no cu” e “puta que te pariu” ... E o pior: alguém que afirma categoricamente que o HIV não é transmitido em relações heterossexuais!

Será que estas famílias querem educar seus filhos nestes moldes? Criar agentes geradores de violência? A Resposta é NÃO! Na verdade, esta grande parcela da sociedade está demonstrando a dificuldade de tolerar a auto repressão sexual, o pseudo correto, algo bem típico do machismo das mulheres e homens latinos. Há pouco tempo eu li sobre uma pesquisa feita no Reino Unido, as mulheres inglesas sentem maior atração sexual pelos italianos do que pelos próprios ingleses, e sabem por quê? Pelo simples fato do homem inglês ser mais recatado, mais politicamente correto ao abordar uma mulher (há muitos casos de homens na Inglaterra que são processados por assédio sexual por causa de uma cantada ou algo do gênero e foi isto que fez mudar o comportamento do homem em relação à mulher, neste país). Já os italianos continuam se achando no direito de cortejarem as mulheres da maneira que mandam seus hormônios.

Enfim, a sociedade não sabe dar nome aos sentimentos, às atitudes, não sabe por que luta. O tesão recolhido induz à busca do cultuado falo, o símbolo da virilidade, do prazer, do poder tanto para os homens quanto para as mulheres. Os espectadores do BBB, na verdade, desejam um falo de ouro, o falo do Dourado que fala mais alto.

Enquanto negarmos a existência do desejo sexual, do desejo homossexual, da diversidade de gêneros ou formas de expressão, latente dentro de todos, vamos continuar nesta dialética de criação de normas que desejamos burlar.

POR: ROBERTO CHRISTO

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Qual a Importância?

Eu, enquanto escrevo um roteiro ou produzo algo meu, sou chamado de radical, cabeça dura, irredutível. Tudo isto por que acho importante sustentar o meu ponto de vista, a minha linha de raciocínio, a minha vontade de expor assuntos que talvez possam parecer clichês ou justamente o contrário, situações totalmente imprevisíveis. O maior obstáculo é que nenhum projeto segue adiante se não houver um trabalho em equipe, um autor não consegue deixar sua obra intocada diante de várias outras opiniões, desejos e vaidades pessoais. Será então que preciso aprimorar minha relação com equipes? Talvez sim! Eu, uma pessoa que luta contra o radicalismo e as ditaduras, preciso praticar, preciso me envolver na maravilhosa e tão por mim citada: liberdade de expressão. Mesmo assim, posso me permitir a não ligar para estética, ou me preocupar em fazer algo comercial, ao mesmo tempo posso permitir que meus colegas dêem opiniões, sugestões e digam verdades sobre meu trabalho.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...