"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para se fazer e se viver." by Dalai Lama
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terça-feira, 22 de setembro de 2015
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Mantra OM MANI PADME HUM
Recitar este mantra é transformar o corpo impuro de suas palavras ou mente, no puro e no louvado. É abençoar com a energia positiva ou a energia de Deus (respeitando, aqui, a maneira individual de crer) o corpo, a palavra. É rezar, mentalizar, meditar por um mundo melhor para todos. É ajudar os animais a reencarnarem em níveis mais elevados. É seguir o caminho da mente de Buddha.
OM - A primeira sílaba. Recitá-la o abençoa para atingir a perfeição na prática da generosidade. Elimina o orgulho.
MA - Ajuda a aperfeiçoar a prática da ética pura. Liberta do ciúme e da luxuria.
NI - Ajuda a atingir a perfeição na prática da tolerância e paciência. Consome os desejos
PAD - Ajuda a conquistar a perfeição na prática da perseverança. Acaba com a ignorância.
ME - Ajuda a conquistar a perfeição na prática da concentração. Liberta da pobreza e da ganância, e nos leva ao ponto ótimo.
HUM - Ajuda na conquista da perfeição na prática da sabedoria. Elimina a agressividade e o ódio.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Carta aberta a Marilene Chauí e Jean Wyllys
“Sim, eu senti vergonha por conta da vaia e do insulto à presidenta Dilma no jogo de abertura da Copa do Mundo. Sim, a vergonha foi maior porque a gente que puxou a vaia se considera "fina, culta e educada" e vive chamando de "mal-educados, grosseiros e sem-modos" aqueles que não têm a sua cor, a sua renda nem seus privilégios (inclusive o de poder adquirir o caríssimo ingresso para estar naquela arquibancada).
Sim, mal-educada, grosseira e sem-modo é mesmo aquela gente, que, pouco acostumada com a civilidade, não tem senso de oportunidade nem sabe fazer oposição política sem resvalar para a baixaria. Sim, os manifestantes que questionam, com razão, os custos da Copa e que têm motivos reais para perderem a cabeça em relação às políticas da presidenta (políticas que beneficiaram justamente os que estavam na arquibancada e na área VIP da arena) não caíram na baixaria do insulto pessoal à Dilma, embora sejam comumente chamados de "vândalos" e "baderneiros" pelos que insultaram a presidenta enquanto tomavam sua cerveja gelada.
Sim, eu faço oposição (à esquerda!) à presidenta Dilma, mas fazer oposição a ela não significa insultá-la de maneira covarde. Sim, eu faço oposição (à esquerda) à presidenta, mas fazer oposição não é cair em ataques pessoais, mas, sim, fazer crítica às políticas por ela implementadas.
Sim, há um tanto de misoginia e machismo odiosos no insulto proferido pela plateia branca e rica contra Dilma. Sim, eu não gostaria que Luciana Genro ou Manuela D'Ávila ou Erika Kokay ou Mara Gabrilli fossem insultadas daquela forma por uma turba de machos corajosos só quando estão em turba. Sim, sendo eu, todos os dias, vítima de insultos semelhantes motivados por homofobia, posso inferir a dor que a presidenta sentiu ao ouvir o insulto em coro.
Sim, a dignidade de Dilma (e sua dignidade existe apesar de suas atitudes políticas equivocadas e erros de gestão!) é a melhor resposta à indignidade daquela gente que a insultou. Sim, presidenta Dilma, você tem a minha solidariedade. Sim, coragem grande é poder dizer "sim"! Jean Wyllys
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
"Internet" Onde os Covardes Têm Vez.
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| Isis Valverde na capa da NOVA |
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Liberdade é Tudo!
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Happy Together,
filme de Wong Kar Wai
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Imaginem que para se fazer um filme na China é preciso registrar o roteiro para o governo aprovar. Após concluída, a obra passa por uma nova avaliação, também com fins de aprovação. Um grande entrave é que não há uma classificação etária no país, as produções devem ser acessíveis à todas as idades, o que dificulta o aprofundamento e a diversidade dos enredos, em diversos casos.
Restrições políticas e morais são os grandes vilões de quem produz arte. No Brasil, apesar de existirem boas leis que garantem a proibição da divulgação de informações pessoais que venham atingir a honra, a boa fama ou a respeitabilidade de qualquer cidadão, agora temos o grupo Procure Saber que quer coibir as biografias sem autorização.
Uma lástima!
A liberdade de expressão, sem ofensas pessoais ou inverdades, precisa ser mantida, sempre.
por ROBERTO CHRISTO
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Loucuras de Uma Mente Cansada
Para muitos que são apenas repetidores de idéias, conceitos, condutas e moral, taxar a personagem principal como louca, é o mais fácil e cômodo.
Para aqueles que se deliciam na tentativa de analisar o comportamento humano, o filme é um prato cheio. Para mim, principalmente, foi um imersão total em um mundo de cobranças, cobranças estas que são introjetadas como conceitos de boa conduta, uma introjeção ditatória que não nos permite refletir sobre o seu real valor. As vezes, como artista, tento esquecer o limiar da realidade e da arte para que eu obtenha um resultado melhor na obra e ao contrario do esperado, recebo uma crítica destrutiva e todos torcem o nariz para a minha criação. A minha reação? Continuar correndo atrás de um sucesso ou reconhecimento. Como eu sou Ridículo!!
Bem, continuando o raciocínio sobre o filme, a minha loucura se transformou em uma tempestade mental, pois no mesmo dia que assisti ao Cisne negro, eu revi o filme “Milk”, e li as opiniões escritas por inernautas anônimos sobre o programa Big Brother, atualmente sendo exibido na TV. Para quem lê vai pensar: E o que uma coisa tem a ver com a outra? Tudo.
A sociedade, em geral, (incluindo eu) é uma mera repetidora dos dogmas, de uma forçada moral de conduta, de uma mediocridade fantasmagórica. Poucos são capazes de contestarem, de analisarem a obra e sua complexidade. Vamos lá, no “Milk” a sociedade repugna a homossexualidade com medo do diferente ou por pura ignorância ou pela cegueira destas religiões cretinas. No Big Brother, o participante rejeita a relação com uma outra participante, pois ouviu dizer que esta já havia trabalhado em sites pornôs (ou algo do tipo) e o pior, é apoiado por uma tropa de internautas machistas (de ambos os sexos), no Cisne Negro, os espectadores saem estarrecidos dizendo: O que a loucura é capaz de fazer!!
Enfim todas estas reações não passam da eterna mediocridade de repetir aquilo que a sociedade nos introjetou como a conduta da moral e dos bons costumes, como a conduta do normal. Aquilo que cega e emburrece o ser, o impede de refutar as questões da personalidade humana que a religião nos enfia goela abaixo. Criar as próprias idéias, os próprios conceitos passou a ser um processo de poucos, repetir os pensamentos comuns como grande novidades passou a ser uma ação do todo. Até quando vamos continuar fechando os olhos para os absurdos dos dogmas religiosos que incitam o desrespeito aos homossexuais? Ou para uma sociedade que diminui um ser humano que tem a coragem de se mostrar na sua forma mais pura e natural? Desnuda! Ou finalmente taxando de louca uma pessoa que cobrada por esta mesma sociedade a ser sempre o melhor e maior, esquecer o limite da realidade e da personagem a fim de proporcionar a obra perfeita para o deleite, outra vez, desta sociedade medíocre?
Abraços,
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Cinema Sob Censura por Tratar de Tema Gay.

Bollywood (Índia).
Hoje me deparei com um artigo dizendo sobre Dunno Y, a primeira produção realmente gay realizada após a decisão do Tribunal Superior de desqualificar a homossexualidade como um crime na Índia, no ano passado.
Se Bollywood quer produzir cinema de verdade, eles devem, em primeiro lugar, livrar-se dos velhos e ridículos tabus.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Eleições 2010
Daí me lembro que o filme “Jesus do Brasil”, em um certo momento, traz fatos políticos acontecidos no lírico passado que buscava a liberdade como um todo.
Daí eu me transporto para o tempo atual e me pergunto se o nosso novo presidente eleito pretende manter a vergonhosa política internacional brasileira que apóia ditaduras como Cuba, Irã e Venezuela, explícitos em casos como a defesa do suspeito desenvolvimento nuclear iraniano, a deportação dos atletas cubanos durante os Jogos Panamericanos, o financiamento de obras em Cuba pelo BNDES, o livre acesso à representantes das FARC, organização terrorista colombiana, no Brasil. Só para clarear o que estou dizendo:
Sabemos que não há em Cuba:
- Pluralismo político
- Liberdade de expressão
Sabemos que há:
- Presos políticos que estão na cadeia por discordarem do regime. Perseguição a cidadãos pelo simples fato de serem homossexuais.
Sabemos que não há na Venezuela e no Irã:
- Liberdade de expressão, onde jornalistas, cineastas são covardemente presos, onde há restrição à internet. Onde há intolerância assumida à homossexuais, judeus e etc.
Sabemos que há no Irã:
- Desenvolvimento de um programa nuclear suspeito e que o governante do Irã não aceita investigações locais de órgãos internacionais em prol da paz mundial.
Por isso exercitem seus olhares artísticos na análise da propaganda política e votem conscientes no próximo mês.
domingo, 15 de agosto de 2010
São Paulo: Um Mundo
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Sentimentos, Até Então, Somente Internos - PARTE 01
Voltando ao sonho. Eu costumo sonhar, em forma de um pesadelo, que fui reprovado na escola e preciso voltar às salas de aula; isto significa um momento de sufoco que me faz acordar com falta de ar e leva alguns segundos, para felizmente, eu me dar conta que a realidade é outra. Agora, por que algo tão simples pode me causar tanto mal estar? Talvez, há alguns anos atrás, eu não encontrasse uma resposta em forma de palavra que o justificasse; hoje em dia os estudiosos se dedicam a pesquisar assuntos que antigamente eram considerados “frescuras”, “bichisses” ou outros substantivos pejorativos facilmente usados para julgar o sofrimento alheio. Enfim, neste caso específico, eu posso afirmar que fui vítima da hostilidade decorrente do “bullying” algo muito antigo, porém recentemente nomeado. Tráta-se de um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully - «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz (es) de se defender. Eu me lembro quando criança, pelo simples fato de ser diferente nos meus gostos, desejos, comportamento, era hostilizado, marginalizado, ofendido e agredido. Ações que eram sustentadas e cegamente apoiadas pela sociedade, escola, colegas. Um pesadelo traumático. O lado positivo que tirei de tudo isto foi o fato de formar a minha personalidade livre de preconceitos e à margem, junto com”meus iguais” ou outros que naquela época também eram marginalizados como os negros, os hippies, os gays, os drogados. Outro ponto positivo foi a experiência de vida que me hoje me faz enxergar avanços sociais como a “descoberta” ou somente a criação de um termo para o bullying, triste ato que só vai ser combatido à medida que os pais se conscientizem da importância em educar os filhos em um ambiente livre de preconceitos e baseado no respeito mútuo.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Como se esconder por detrás das palavras.
quarta-feira, 24 de março de 2010
A Eterna Busca do Falo Dourado

Por causa da produção do longa metragem, JESUS DO BRASIL, estou fazendo uma pesquisa do comportamento do espectador em função dos temas, formas e linguagens exibidas nos meios de comunicação. Nada melhor que utilizar o reality show, BBB, como ferramenta de trabalho, além das questões polêmicas que fervilham nos noticiários.
Por causa disso tenho acompanhado todos os fóruns, debates, postagens, enfim tudo que mostra a manifestação do público direto na internet. A minha primeira conclusão é que vivemos em uma sociedade cuja visão se limita à um espaço de valores éticos herdados de uma educação conservadora e fundamentada em preceitos religiosos. A maioria das pessoas não tem o interesse em diversificar as fontes de informação para criar um ponto de vista próprio, há simplesmente uma apropriação dos dogmas sustentada pela ignorância.
Vamos começar pelo fato do programa, BBB10, ter confinado em um mesmo espaço, homossexuais e homofóbicos ou adeptos do “orgulho hétero”. A primeira e mais visível reação da sociedade foi massacrar o programa, o público temia que as transformações da Drag Queen, Dimmy Kieer fossem um ultraje à formação do jovem brasileiro. Todos se sentiam ameaçados por uma possível cena homoafetiva, ou um beijo gay, que adentrassem seus lares. Eu vi coisas escritas na internet como: “morte aos veados”... “meus filhos estão proibidos de assistir à estas aberrações”...
Ora, a sociedade tem medo que um gesto de amor ou tesão homossexual sirva de mau exemplo para jovens brasileiros e ataca o reality show que mostra apenas um “selinho”! Em contrapartida a mesma sociedade apóia e acha normal as atitudes de um participante do programa, um ignorante com cara de delinqüente que comete erros grotescos de português (“seje” homem ou “pra mim acreditar”), uma pessoa que chama o companheiro de programa de “veado”, um cidadão que expressa seu desejo de agredir fisicamente uma mulher ou tatuar a suástica, um limitado que ao discutir com os companheiros apela para expressões como “tomar no cu” e “puta que te pariu” ... E o pior: alguém que afirma categoricamente que o HIV não é transmitido em relações heterossexuais!
Será que estas famílias querem educar seus filhos nestes moldes? Criar agentes geradores de violência? A Resposta é NÃO! Na verdade, esta grande parcela da sociedade está demonstrando a dificuldade de tolerar a auto repressão sexual, o pseudo correto, algo bem típico do machismo das mulheres e homens latinos. Há pouco tempo eu li sobre uma pesquisa feita no Reino Unido, as mulheres inglesas sentem maior atração sexual pelos italianos do que pelos próprios ingleses, e sabem por quê? Pelo simples fato do homem inglês ser mais recatado, mais politicamente correto ao abordar uma mulher (há muitos casos de homens na Inglaterra que são processados por assédio sexual por causa de uma cantada ou algo do gênero e foi isto que fez mudar o comportamento do homem em relação à mulher, neste país). Já os italianos continuam se achando no direito de cortejarem as mulheres da maneira que mandam seus hormônios.
Enfim, a sociedade não sabe dar nome aos sentimentos, às atitudes, não sabe por que luta. O tesão recolhido induz à busca do cultuado falo, o símbolo da virilidade, do prazer, do poder tanto para os homens quanto para as mulheres. Os espectadores do BBB, na verdade, desejam um falo de ouro, o falo do Dourado que fala mais alto.
Enquanto negarmos a existência do desejo sexual, do desejo homossexual, da diversidade de gêneros ou formas de expressão, latente dentro de todos, vamos continuar nesta dialética de criação de normas que desejamos burlar.
POR: ROBERTO CHRISTO


