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** By ROBERTO CHRISTO **
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A Farsa do Banco Itaú Personnalité


Este banco não faz jus ao nome! É impessoal e mantém gerentes que são indelicadas com clientes cuja trajetória de parceria ultrapassa 17 anos. Ou seja, desde quando era Bank Boston, uma instituição respeitável. O amadorismo do atendimento de um banco que se diz voltado para um público especial, me assusta. O time da gerência remota do Personnalité não sabe o que é "cliente". Este seria o princípio básico do segmento. Esta seria a conduta certa para o nome que deriva do francês: personalidade.

Além de tudo, o processo de "digitalização" deste banco, na verdade, coloca seus clientes para efetuarem todo o trabalho. O auto atendimento só é vantagem para o banco que se exime de suas responsabilidades. A campanha é uma farsa além de estimular o ensino incorreto da língua portuguesa, escrevendo digital com a letra "u".

Recentemente, eu tive um problema com o banco e não consegui nenhum apoio do banco. Não moveram uma palha para me ajudar! Alegaram que a culpa e responsabilidade eram totalmente minhas, pois a solicitação fora feita pelo auto atendimento do internet banking. Tal problema causou o uso indevido do meu limite de cheque especial e o banco continua a cobrar os juros abusivos, diariamente. Desgostoso, revoltado e me sentindo lesado, eu procurei uma maneira de minimizar o prejuízo, uma vez que o banco se exime em 100% da responsabilidade e afirma que seu sistema/aplicativo é perfeito e jamais cometera alguma falha.

Não consegui que o banco reduzisse a cobrança dos juros, muito menos houve alguma tentativa da gerente e sua equipe. Resolvi analisar a legislação do Banco Central e os bancos são obrigados a isentarem seus clientes de taxas de manutenção de conta mensal, já seria um custo a menos. Porém, o banco Itau Personnalité só isenta no caso do cliente manter uma aplicação de R$ 150.000,00 com eles, assim como me informou a Srtas Sara e Fabiana, da gerência remota. Até eu que sou leigo em economia percebo a farsa. Eu questionei a aplicação da regra e o time da gerência remota disse que a regra se aplica somente ao varejo????? do Itau. Como assim? O banco não é um só? O número do banco para qualquer seguimento não é o 341? Por que o Banco Central permite isto?

Durante a crise da resolução, achei absurdo pagar uma mensalidade de quase R$ 80,00 por um serviço pífio, bem como me indignei com a indelicadeza da chefe geral da gerência remota, Sra Adriana Pazeto, que além de despreparada é mal educada com aqueles que não mantém investimentos no banco, portanto não merecem ser atendidos (Ela reclamou que estava dando muito trabalho ao banco. Tenho uma gravação disto que postarei, em breve). Enfim, cheguei a conclusão que ou você contribui com os altos lucros do Itaú Personnalité ou será tratado como um rato... pior, este banco é como um esgoto, seus clientes são tratados como dejetos.

Vejam a prova que o auto atendimento digital é uma farsa, pois beneficia somente o banco que não precisa mais prestar serviço ao cliente.
Resposta do Banco Itaú Personnalité que demonstra que o auto atendimento é uma armadilha para o cliente que acaba por assumir toda a responsabilidade das ações bancárias.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A Família Que Vende Doces na Feira da Rua Realengo, Vila Madalena (SP)

Em recente trabalho de análise de locação efetuado na feira livre da Rua Riachuelo, Vila Madalena, São Paulo, fomos muito bem recebidos por quase todos os feirantes que estavam ali desempenhando o seu ofício, exceto pela família que vende doces e biscoitos na primeira barraca da rua. Uma atitude rude nas palavras, na ironia barata e nas caras feias, pairava no ar. Mesmo sabendo que toda a aspereza daquela família se destinava à nossa equipe, não nos preocupamos, mas a mulher da família resolveu atacar de uma forma mais direta, a fim de criar celeuma.

Após um longo período os ignoramos, até o momento em que resolvi tirar a dúvida se aquela infeliz pessoa falava comigo. A partir daí toda a família conseguiu um alvo que julgaram fraco, um integrante da equipe com jeito menos masculinizado, nesse momento aqueles aparentes humildes trabalhadores braçais mostraram as garras, os dentes e proferiram grunhidos ofensivos. "Bicha", "Veado" foram os termos que o tal nível intelectual coletivo foi capaz de gritar, após a tentativa de provocarem toda a nossa equipe dizendo que quem trabalha com cultura, não desempenha um trabalho, pois trabalho de verdade era o que eles faziam, vender doces.

A resposta para os desaforos homofóbicos foi um "Vai tomar no cu", quando os bibelôs machos da família se sentiram ofendidos e partiram para quase agressão física.

A família que vende doces e biscoitos na feira da Rua Realengo, Vila Madalena, SP, às quintas é a típica família brasileira da autopiedade: semianalfabetos, manipulados pela cultura de massa dedicada a arrancar tudo o que querem deles. Fazem parte da camada que se esconde por detrás do escudo de vítimas sociais que só querem conhecer seus costumes locais, só participam daquilo que é o reflexo do desejo coletivo da classe D, são acomodados, cheios de regras absurdas e ultrapassadas e sonham em consumir em shoppings. São as "pobres vítimas sociais", bem alimentadas, quase obesas, caucasianas, brancas que se sentem ameaçadas quando precisam dividir o espaço de trabalho com demais trabalhadores e lamuriam por não pertencerem ao topo da pirâmide do "status quo", por serem "ignorantes". Choram como animais fracos e indefesos diante de seu predador, até o momento em que vêem passar uma espécie que, na sua rasa cultura, ocupa um patamar inferior. A partir daí enchem seus peitos de coragem e se tornam os predadores, atirando contra aquilo que julgam ser a escória da sociedade. Isso é a prova que a autopiedade cansa quem a carrega, por isso há a eterna necessidade de encontrar na outra pessoa, um sujeito adequado para desempenhar o papel de ativo.

Assim é cultura brasileira, muito atrasada! Nossas famílias não se conscientizaram da importância em educar os filhos em um ambiente livre de preconceitos e baseado no respeito mútuo. Os arquétipos de profissionais de sucesso, trabalhador árduo, do bem sucedido social e economicamente fazem parte do inconsciente coletivo do brasileiro. Nossa sociedade é imatura e cheia de complexos. Trabalho ainda significa, literalmente, suar a camisa. A ignorância impera no Brasil e o vitimismo se torna a justificativa para o atraso intelectual.

Estamos no século XXI, informação é algo abundante, fácil e barato; a internet é um mundo de possibilidades para aprender, para crescer, porém nossos jovens não se interessam pelo aprendizado. Em 1960, a Coréia do Sul tinha uma taxa de analfabetismo de 35%, uma renda per capita de 900 dólares por ano e ainda o trauma de uma guerra civil que deixou 1 milhão de mortos e a economia em ruínas. Após um maciço investimento para conscientização da importância da educação e da cultura para formação de um cidadão, aliado à disciplina do povo oriental, hoje, o país exibe uma renda per capita dezenove vezes maior, erradicou o analfabetismo e Seoul foi capital mundial do design, por exemplo. São Paulo é uma cidade que oferece inúmeras opções de participar da cultura sem nenhum gasto, ou com preços acessíveis, o que falta é vontade do povo em crescer intelectualmente.

A minha experiência de vida hoje me faz enxergar que o avanço social está atrelado à mudança no conceito de moral. Nossos jovens só pensam em consumir, nossa classe D só pensa em adquirir a cultura popular, ou do capricho pessoal e individualizante, ou a cultura religiosa e moralista que pende para o lado econômico.

A família de feirantes de doces e biscoitos da Rua Realengo, na Vila Madalena, que até então parecia um família harmônica, empreendedora, batalhadora deixou sua imagem desmoronar quando exalou toda a sua ira pelo simples fato de expressarem a revolta do próprio desejo sucumbido, não atingido ou refletido na vida alheia. Esta classe tem um complexo social que a faz odiar, censurar e julgar como arrogante tudo aquilo que consideram erudito, ou aquilo que não conhecem, mas que socialmente é considerado algo de um nível de cultura e poder aquisitivo superior. Ora, não podemos ser alvo de ódio por nossos gostos ou nossos conhecimentos intelectuais. As informações estão aí para quem deseja assimilá-las. Ou só a cultura popular tem valor?

Isso é fruto do complexo de vítima e inferioridade dessa sociedade que se enxerga sob a ótica de um fantasioso estado de total abandono, aquela família, que comodamente, culpa a sociedade como a responsável por suas próprias mazelas.

Viver é difícil para todos, sem exceção! Nós somos os responsáveis pelos nossas vidas. Não podemos distorcer a realidade e achar que os outros são sempre os errados, não podemos criar couraças de autodefesa por que tivemos receio daquilo que pensamos ser trabalhoso em conquistar.

As diferenças existem, são responsáveis pela criação de um mundo onde podemos formular nossos gostos pessoais e precisam ser respeitadas.

A ignorância cultural impede qualquer ser de se deleitar com as belas cores da diversidade.

por ROBERTO CHRISTO



quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

UMA S.O.P.A DE INTERESSES ECONÔMICOS E DE DOMINAÇÃO SOCIAL

O Stop Online Piracy Act (SOPA) é um projeto de lei com regras mais rígidas contra a pirataria digital nos EUA. Ele prevê o bloqueio no país, por meio de sites de busca, por exemplo, a determinado site "acusado" de infringir direitos autorais. O foco está principalmente em sites estrangeiros, contra os quais as empresas americanas pouco podem agir.

No senado americano, circula o Protect IP Act, conhecido como PIPA (ato para proteção do IP), outro projeto sobre direitos autorais que mira a internet.

Ambos são apoiados por grandes empresas de entretenimento que querem somente preservar seus astronômicos ganhos. Tal medida vai afetar a expressão artística, a liberdade de expressão, proibir o compartilhamento de obras na internet.

Ora! Imagino que o dono da obra seja o primeiro interessado a compartilhar sua criação na internet. A não ser que este dono seja alguma empresa poderosa manipuladora da mídia.

A internet passou a ser o meio mais democrático para o artista veícular sua obra, sobretudo aqueles cuja criação é vetada pelas grandes distribuídoras de cultura por não ter um conteúdo que atenda seus fins comerciais. Estas grandes empresas só visam ganhos, rendimentos e lucros absurdos, a cultura de massa dominou o cinema, a literatura, a música. O conteúdo artítisco deixou de ser importante e perdeu o papel de gerador de consciência e agente de transformação para virar puro consumo.

O que seria da arte sem a internet? O que será do artista se o mesmo continuar na mão dos grandes conglomerados econômicos? Acho absurdo o fato do controle econômico falar mais alto e dominar a situação!

No Brasil, a renúncia fiscal em nome da cultura passou a ser um bom negócio de marketing, as empresas estão interessadas em investir somente em conteúdo comercial que venha lhe trazer visibilidade de massa. Cultura? Para a maioria deles não tem valor algum, o que vale mesmo é bolso cheio de riqueza e ego cheio de vaidade. É a perda do sentido das leis de incentivo à cultura!

Ficaria menos preocupado se ainda restasse alguma consciência da importância da "responsabilidade social", mas o termo também passou a ser uma ação de marketing e seu sentido de "ajude você também a atingirmos nosso objetivo comum... ou faça a sua parte" passou a ser uma máscara de "bonzinho e preocupado com próximo" a fim de acumular mais dinheiro às empresas.

Cinema, música, literatura e afins não podem ser SOMENTE objetos de consumo.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O Supermercado Dia é Excludente e Age Contra a Sustentabilidade.


O Supermercado Dia é Excludente e Age Contra a Sustentabilidade.

Hoje fui fazer compras no Supermercado Dia da Rua da Consolação, 3106 e fui barrado na porta, o segurança disse que eu não poderia entrar pois carregava uma bolsa tiracolo de 35 x 35 cm. Questionei com o segurança que havia dentro do supermercado, visivelmente, cinco clientes carregando bolsas iguais e maiores que a minha. O segurança disse que tratavam-se de mulheres, e elas poderiam adentrar o supermercado carregando-as, porém homens não! Pedi para chamar o gerente, que de maneira grosseira me respondeu que eram ordens. Então perguntei onde carregaria minha carteira de dinheiro, minhas sacolas "ecológicas", que sempre levo ao supermercado a fim de evitar o uso de sacolas plásticas, e o meu guarda-chuva, uma vez que utilizo o transporte público (com a intenção de desafogar o número de carros nas ruas de São Paulo, diminuir a emissão de gases tóxicos e poluentes na atmosfera), preciso sempre levar tal acessório para me resguardar de possíveis alterações metereológicas que acometem a cidade, inesperadamente. Sem argumentos de resposta, o gerente me respondeu que as mulheres poderiam entrar com bolsas porém os homens não! Ora, uma regra dessas tem que tratar o cidadão de maneira igual! Ou todos estão proibidos de ir e vir, independente do gênero, ou ninguém terá tal proibição. E seu eu fosse um transexual? Só depois desse argumento o gerente fez vista grossa e disse que eu fizesse o que achasse melhor. Daí entrei me sentindo mal-vindo, não abri a minha bolsa para tirar minhas sacolas a fim de evitar qualquer motivo de represália (somente o fecho do compartimento externo para tirar a minha carteira) e esperei uma reação da atendente do caixa quanto a encontrar uma maneira de levar minhas mercadorias, que muito mal-humorada colocou minhas compras em divresas sacolas plásticas que deveriam ser banidas do planeta.

Vale ressalatar que o supermercado Dia é imundo, tem os funcionários com humor condizente a quem é explorado economicamente, tem uma frequente política de tratar mal todos os clientes, não ajudam os clientes a botarem as mercadorias nas sacolas. Só é uma opção de compra devido à proximidade de onde moro.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O envolvimento do Partido Social Cristão com atitudes ilícitas

O Partido Social Cristão obriga os funcionários vinculados ao partido a contribuírem com 5% dos seus salários para uma caixinha. Quem não paga é demitido. Foi assim com o assessor de imprensa Humberto Azevedo, não filiado ao PSC, que se negou a repassar os 5% ao partido e foi mandado embora.

Tal evento comprova muito bem a minha tese de que as instituições religiosas e seus braços na política estão mesmo interessados no dinheiro fácil de contribuintes voluntários e também os não voluntários que são pressionados a contribuir para não sofrerem retaliações, como o caso deste jornalista. Note que o mesmo, em 24 de março, era um dos funcionários que ainda não tinha pago sua parte na caixinha mandatória. Em vista ao acontecimento, o vice-líder do PSC, Zequinha Marinho, se irritou e, com letras em caixa alta, mandou um recado para a secretária com os seguintes dizeres: “PEÇA AO HUMBERTO PARA PROVIDENCIAR COM A MAIOR BREVIDADE POSSIVEL, O DEPOSITO CORRESPONDENTE A 5% DO BRUTO QUE ELE RECEBE. OK?” Marinho foi enfático: “NAO POSSO PAGAR POR ELE, POIS JA PAGO SOBRE O MEU SALARIO”.

Em 30 de março, Marinho envia a resolução: “Diante da impossibilidade de Vossa Senhoria autorizar o débito de 5% (…) do Partido Social Cristão, ficou determinada sua exoneração”.

Concorrer com um bloco cujo poder econômico é forte, sendo que as vezes a razão deste fortalecimento provém de fontes ilegais, é desleal. Eu repudio a manipulação social das instituições religiosas para benefício próprio.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O que a censura de um filme tem em comum com os gays hoje no Brasil?

Fonte: Blogay por Vitor Angelo http://blogay.folha.blog.uol.com.br

No meio cinematográfico esse é o assunto faz um mês, a censura ou veto de exibição – como preferem alguns - do filme “A Serbian Film – Terror sem Limites”, em todo território nacional. Por determinação da juíza Jatahy Nygaard, da 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso do Rio de Janeiro, a ação movida pelo Diretório Regional do Partido Democratas (DEM) contra a película foi aceita. A razão justificada é que o filme apresentava, ou melhor – no olhar dos inquisidores – estimulava a pedofilia entre outras amoralidades. Logo se formou uma forte mobilização do meio de cinema (e parte da sociedade progressista) contra o veto, com petição pública em repúdio à ação, mostra de filmes censurados e no sábado, 06, o Festival de Gramado realiza seminário em repúdio à censura com foco no que aconteceu com o “A Serbian Film”.

Nas comunidades gays esse é o assunto dos últimos dias, a aprovação, na Câmara dos Vereadores de São Paulo, do Dia do Orgulho Heterossexual ou Dia do Homofóbico Enrustido – como preferem alguns. O dia foi criado por um vereador do DEM e pretende exaltar os valores da família. Logo se formou uma forte mobilização de gays e também héteros para que o prefeito Gilberto Kasssab vete essa aprovação com petição pública, artigos de inúmeros jornalistas questionando a data e no sábado, 06, organizado pelas redes sociais, tem a Marcha Pela Responsabilidade Política em frente da Prefeitura de São Paulo para questionar a tal lei.

Podemos perceber que as redes sociais têm cumprido um papel importante na efetivação e no aprendizado do que é ser cidadão no Brasil. Podemos perceber também a participação de um partido político, o DEM, no centro desses debates. É interessante notar que não por acaso, na árvore genealógica dos Democratas se encontra a Arena, o partido que reinou durante a ditadura militar, período de grande repressão e censura.

Mas são um pouco óbvias essas semelhanças. O ponto de comunhão entre esses dois assuntos está no que parecem ser suas diferenças. Enquanto um luta contra a censura, o outro deseja o veto.

Sobre o filme, em vídeo durante protesto contra a ação no Cine Odeon, o cineasta Eduardo Valente disse: “não assisti nem assistirei, mas sou a favor que seja exibido”. Um artigo interessante de Luciano Trigo, no portal G1, coloca a seguinte observação: “ se um programa de televisão contém cenas que incentivam o racismo ou a homofobia, ele pode ser retirado do ar. Isso não é censura, é cumprimento da lei, é a garantia democrática de minorias que se sentem atingidas lutarem pela não-circulação desses conteúdos”. Mas diferente da televisão, o cinema assim como outras manifestações artísticas partem de um espectador extremamente ativo, ele deseja assistir aquilo, muito diferente de uma certa passividade que a televisão impõe. Mesmo pensando na questão do controle remoto como um adicional para a atividade do telespectador, o ato de ir ao cinema, de escolha do que quer assistir, a grande maioria das vezes pagando ingresso, torna o espectador de cinema muito mais pleno de individualidade – em um certo sentido – do que o de TV.

Um dos argumentos contra o filme é que ele é a favor da pedofilia ou a enaltece – quem teve a chance de assistir o filme nega essa tese. Mas se a regra é válida, tanto o clássico “Lolita” de Vladimir Nabokov ou sua a versão cinematográfica feita por Stanley Kubrick (1962) como a dirigida por Adrian Lyne (1997) deveriam ser banidos para sempre, e assim também seria o caminho do seriado “Presença de Anita” que a TV Globo exibiu tempos atrás.

Outro argumento consegue ser pior que o moral que é de teor estético. Diz-se que o filme é ruim e por isso deve ser censurado, oras então o que “Assalto ao Banco Central” está fazendo nas telas? Brincadeiras à parte, além de perigoso, esse critério denuncia a ideia de autoritarismo, porque alguém com um gosto superior vai decidir se isso é bom ou ruim para os outros.

Sobre o Dia do Orgulho Heterossexual, já explanei em outro post as razões que servem aqui. Existe ali, um movimento de distorção de quem luta pelos seus direitos ainda não adquiridos na sociedade com o perverso discurso que se eles têm um dia, nós também vamos ter porque eles (os homossexuais) querem ser superior a nós. Mas se dia de hétero é todo dia, porque um dia específico para enaltecer algo que já é garantido. E o pior é a desculpa que serve para valorizar a família. Ora, isso representa que os gays não têm valores familiares e nem merecem, isto é, já na data está implícita a luta contra adoção de crianças por casais gays e mesmo a união homoafetiva. Enfim, é uma dissimulação que abre espaço para o autoritarismo, pois é mais uma data - se aprovada - de exaltação da superioridade do que de luta por direitos.

As conclusões são que tanto o veto como o ato contra a censura são iguais pois demarcam posições contra um certo autoritarismo crescente no país: o autoritário que quer dizer que filme devemos assistir ou que deseja – em desprezo às minorias ainda sem leis e direitos no Brasil – se orgulhar de sua soberania.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O Abuso, Audácia e Ousadia do Vaticano com o Brasil


João Braz de Aviz, arcebispo de Brasília, afirma que a presidente Dilma Rousseff precisa explicar melhor o que pensa a respeito de certos assuntos à igreja.

COMO ASSIM?

Não estamos mais na época da inquisição, não somos mais colônia de Portugal que infestou este país de catequizadores que exterminaram nossos índios, perseguiram inocentes por causa de seus credos (sobretudo os afro-descendentes que tinham crenças trazidas da África), dominaram os tribunais com julgamentos baseados em absurdas leis religiosas.

Aqui vai o meu CALA A BOCA JOÃO BRAZ!!! O Brasil é uma nação laica e nossa presidente não precisa se submeter a um abuso deste nível.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

SP: Protesto contra a doceria Ofner reúne cerca de 100 pessoas

Fonte: A Capa - Por Marcelo Hailer 12/12/2010 - 23:51



Aconteceu neste domingo (12), um beijaço promovido pelo grupo virtual "Ato Anti-Homofobia", em frente à doceria Ofner, que fica na região dos Jardins, em São Paulo. O motivo: um casal gay foi destratado pelo segurança da loja ao trocarem carícias.

A reportagem chegou ao local por volta das 17h30 e encontrou um discreto mas animado grupo de pessoas. Elas demonstravam ansiedade e temeridade com a possibilidade de o ato se tornar um fracasso. Conversamos com Mariana Motta, 22, estudante de arquitetura, que pediu para não ter o nome da universidade divulgado por medo de "represálias".

Animada, Mariana disse que em pouco tempo de existência o coletivo virtual, que tem a sua página no Facebook, já conta com mais de 900 participantes. Também disse que no sábado (11) ela e seus amigos foram fazer panfletagem sobre a manifestação na Praça Benedito Calixto e na rua Augusta.

Por volta das 18h15, começaram a chegar os manifestantes munidos de dezenas de guarda-chuvas com as cores do arco-íris e com inúmeros cartazes. Quem marcou presença no ato foi o jornalista Leão Lobo, que se declarou "muito assustado" com a onda de ataques homofóbicos.

Lobo contou que uma vez já foi ameaçado por skinheads. "Estava com uns amigos em um café no Copam, de repente escutei 'Leão Lobo', fui olhar imaginando que fossem fãs, mas não, um careca mostrou o dedo do meio e vi que em sua camiseta tinha uma suástica", disse o jornalista.

Em seguida, Lobo aproveitou para criticar também a censura da Rede Globo em relação aos beijos gays. "Hoje nós vivemos a era do não beijo. É muito engraçado, a Globo coloca gays em todas as suas novelas, mas sempre censura o beijo entre eles. E ainda vemos o Walcyr Carrasco dizer que a culpa é do Ministério Público. É muito fácil jogar a culpa nos outros", protestou.

O casal vítima de homofobia dentro da loja da Ofner, Marcelo, 33, e Lucio, 30 (foto), participaram do ato. Eles relataram exatamente o que aconteceu. Segundo Lucio, o casal começou uma brincadeira de cronometrar o tempo que a amiga iria levar no banheiro. Depois de trinta minutos de espera, Marcelo, que estava cansado, encostou a cabeça no ombro do namorado. Nesse instante, o segurança cutucou Lucio e chamou a atenção dos dois.

"De uma forma muito grosseira ele disse que aquele lugar (Ofner) era de família e que não eram permitidas atitudes 'bichas' no ambiente", denunciou Lucio. "Nós pedimos para chamar o gerente, que no início se negou a falar com a gente, depois, veio defender a loja. Quando disse que íamos processar, ele mudou o discurso e veio pedir desculpas", contou Lucio, que junto com o namorado abriu processo contra a Ofner baseado na lei 10.948, que pune estabelecimentos que discriminam homossexuais no Estado de São Paulo.

Quem causou frisson ao chegar ao local foi a Tchaka Drag, desta vez acompanhada da também drag Bill da Pizza. "Hey Ofner, pode preparar o meu café e baixar o preço do panetone!", avisou Tchaka Drag. Neste momento, quem também chegou foi a reportagem do programa "CQC". O repórter Rafael Cortez e as duas drags fizeram inúmeras cenas.

Inevitavelmente, muitos clientes da doceria quiseram saber o que estava acontecendo. A maioria desconhecia o ocorrido e passou a apoiar os manifestantes. Por volta das 19h, Tchaka Drag levou todo mundo para a entrada principal da doceria e protagonizou o beijo coletivo. Nem o repórter Rafael Cortez saiu ileso do ato.

Após o beijaço, o grupo, que já somava mais de 100 pessoas, seguiu para a avenida Paulista com destino ao número 700, local onde ocorreu a primeira agressão homofóbica, no último mês de novembro. Ao término do ato, Bill da Pizza leu o manifesto do grupo e pediu aos presentes que se "politizem", lembrando também que as candidatas Iara Bernardi e Fátima Cleide, ambas do PT, não se elegeram. "E gente, o Jean Wyllys não se elegeu com o voto da comunidade gay", disse Bill da Pizza.

Dimitri Sales, da Coordenação de Política Públicas LGBT de São Paulo, disse que estava feliz com a manifestação e que o ato "faz bem para o movimento". "Chegamos em um momento irreversível, é agora ou nunca para lutarmos pelos nossos direitos", discursou

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Vamos Boicotar a Doceria Ofner?



O meu dinheiro, eu não gasto mais na Ofner!

Fonte: Coluna Mônica Bergamo - Folha de São Paulo

Um casal de homossexuais está processando a Ofner, uma das principais redes de docerias de São Paulo, por homofobia praticada por seus funcionários. O gerente de vendas Lucio Serrano conta que estava abraçando seu namorado na unidade da empresa que fica nos Jardins quando foi repreendido por um segurança que teria dito que "isso aqui é lugar de família" e que "dois homens se pegando é coisa de bicha". Ao chamar o gerente, ouviu que o casal estava "incomodando as pessoas".

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Ignorância

Sem generalizar, mas o congresso brasileiro consegue reunir um time de políticos ignorantes, que não se esforçam para adquirir informações e conhecimento de avanços de pesquisas em geral. Um exemplo claro de cérebro de preguiçoso é do militar e deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) que sugeriu que os pais deveriam bater nos filhos com “tendências homossexuais " para mudarem de comportamento, durante um programa da TV Câmara que discutia a Lei da Palmada.
“O filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um coro, ele muda o comportamento dele. Olha, eu vejo muita gente por aí dizendo: ainda bem que eu levei umas palmadas, meu pai me ensinou a ser homem”.
Que troglodita!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Uma "Democracia" Parcial Não É Real

Eu apoio o Senador Suplicy


Fonte Blog do Josias de Souza - http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br

Suplicy repudia posicionamento de Lula sobre Cuba

Em discurso feito na tribuna do Senado, Eduardo Suplicy (PT-SP) cobrou de Lula posições mais firmes e coerentes sobre a falta de demcocracia em Cuba.

Para Suplicy, o “respeito” que Lula devota aos irmãos Raúl e Fidel Castro não deveria impedi-lo de lembrar aos amigos cubanos alguns valores básicos.

Por exemplo: a necessidade de observar os direitos humanos e a conveniência de valorizar as liberdades democráticas, sobretudo a liberdade de expressão.

O senador petista lembrou que, em 1998, numa visita que fez a Cuba, o então papa João Paulo Segundo não se furtara a mencionar o essencial.

Segundo Suplicy, o papa defendera o fim do embargo dos EUA à ilha. Mas também mencionara que Cuba deveria render-se à liberdade e ao pluralismo político.

Em entrevista concedida à Associated Press, Lula comparou os presos políticos de Cuba aos criminosos comuns de São Paulo. E condenou a greve de fome.

Em seu discurso, Suplicy cuidou de recordar ao presidente que há enorme diferença entre os presos de consciência de Cuba e os bandidos paulistas. Acrescentou:

“Gostaria que Lula se recordasse de algumas das pessoas da história que fizeram greve de fome para alcançar um objetivo importante na história dos povos”.

Suplicy mencionou o líder indiano Mahatma Gandhi. Citou também o ícone sul-africano Nelson Mandela.

Também nesta quarta (10), o deputado Raul Jungmann protocolou no Planalto a carta que Lula negara ter recebido na visita que fizera a Cuba, em 23 de fevereiro.

No texto, os opositores do regime de Havana pedem a Lula que interceda junto aos irmãos castro em favor da liberação dos presos políticos de Cuba.

Lula queixara-se de que os autores da carta deram-na por entregue sem ao menos tê-la protocolado. Agora, já não pode alegar a ausência de protocolo.

A exemplo de Suplicy, Jungmann também refutou os últimos comentários do presidente: "Lula e a ministra Dilma [Rousseff] foram presos políticos...”

“...Por isso mesmo o presidente não poderia nivelar prisioneiros de consciência com sequestradores, assassinos e estupradores, que são pessoas que cometeram crimes...”

“...Isso não tem o menor cabimento. Os prisioneiros de Cuba estão na cadeia porque lutam pela democracia e pela liberdade".

Mais cedo, Jungmann tentará aprovar na comissão de Relações Exteriores da Câmara uma moção lamentando a morte de Orlando Zapata Tamayo.

Preso em Cuba, Tamayo fenecera horas antes da chegada de Lula a Cuba, depois de 85 dias de uma infrutífera greve de fome.

Representantes do consórcio governistas manobraram para impedir que a moção fosse aprovada.

"É lamentável que a base do governo se recuse a enxergar o flagrante desrespeito aos direitos humanos em Cuba”, disse Jungmann.

De resto, as derradeiras declarações de Lula ecoaram também em Cuba. Mereceram comentários do jornalista e sociólogo Guillermo Fariñas, em greve de fome há 15 dias.

Fariñas (na foto lá do alto) disse que Lula é "cúmplice da tirania dos Castro". Mais: afirmou que Lula esqueceu o próprio passado.

Escrito por Josias de Souza às 21h38.
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