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** By ROBERTO CHRISTO **

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Cinema Sob Censura por Tratar de Tema Gay.


Bollywood (Índia).

Eu diria que Bollywood sofre com a sua pobreza de espírito. Desculpe se eu estiver errado, uma vez que assisti somente à algumas poucas produções. Vamos dizer que os 5 filmes que eu assisti todos tratavam de cretinas estórias de amor: o jovem casal virgem e seu amor proibido, o amor em diferentes castas, bla, bla bla e no meio sempre vinham música e dança, música e dança, no estilo mais brega possível.

Hoje me deparei com um artigo dizendo sobre Dunno Y, a primeira produção realmente gay realizada após a decisão do Tribunal Superior de desqualificar a homossexualidade como um crime na Índia, no ano passado.

O que realmente me assustou foi o impacto ruim que o filme causou na sociedade. Não é uma piada, mas as autoridades estão pensando em cortar algumas cenas e o ator, Yuvraaj Parasher, que interpretou um dos personagens homossexuais, foi expulso de casa pela família que se sentiu traída e envergonhada com o trabalho dele.

Se Bollywood quer produzir cinema de verdade, eles devem, em primeiro lugar, livrar-se dos velhos e ridículos tabus.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Eleições 2010

Tenho assistido ao horário político eleitoral e ouço absurdos como candidatos fazendo propaganda da liberdade e igualdade do comunismo, ou sobre os avanços da sociedade brasileira. Como assim? Desde quando regimes absolutistas são sinônimos de liberdade? Desde quando aumento de consumo é sinônimo de avanço social ou intelectual?

Daí me lembro que o filme “Jesus do Brasil”, em um certo momento, traz fatos políticos acontecidos no lírico passado que buscava a liberdade como um todo.

Daí eu me transporto para o tempo atual e me pergunto se o nosso novo presidente eleito pretende manter a vergonhosa política internacional brasileira que apóia ditaduras como Cuba, Irã e Venezuela, explícitos em casos como a defesa do suspeito desenvolvimento nuclear iraniano, a deportação dos atletas cubanos durante os Jogos Panamericanos, o financiamento de obras em Cuba pelo BNDES, o livre acesso à representantes das FARC, organização terrorista colombiana, no Brasil. Só para clarear o que estou dizendo:

Sabemos que não há em Cuba:
- Pluralismo político
- Liberdade de expressão

Sabemos que há:
- Presos políticos que estão na cadeia por discordarem do regime. Perseguição a cidadãos pelo simples fato de serem homossexuais.

Sabemos que não há na Venezuela e no Irã:
- Liberdade de expressão, onde jornalistas, cineastas são covardemente presos, onde há restrição à internet. Onde há intolerância assumida à homossexuais, judeus e etc.

Sabemos que há no Irã:
- Desenvolvimento de um programa nuclear suspeito e que o governante do Irã não aceita investigações locais de órgãos internacionais em prol da paz mundial.

Por isso exercitem seus olhares artísticos na análise da propaganda política e votem conscientes no próximo mês.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Fotografia e Arte Impecáveis!!

(Clique na foto para assistir ao trailer)











domingo, 15 de agosto de 2010

Para Assistir & Criticar

São Paulo: Um Mundo

Ao final da tarde de sexta feira, eu estava voltando para casa, depois de um dia cheio e encontro uma amiga bebendo em um bar da esquina da Consolação com a Santos. Estou citando esta coincidência pois é uma amiga da minha cidade que não a vejo há uns 08 anos. Assustado com este acontecimento típico de cidade do interior, parei para conversarmos, fiquei surpreso como ela, aos 53 anos parecia mais jovem e mais bonita do que sempre fora . Rapidamente tive que me despedir pois no dia seguinte ia filmar logo cedo, ou melhor, ia atuar em um filme que para compor o personagem tinha deixado a barba crescer e precisava apará-la.

Na própria Al. Santos, corri até a um barbeiro, coisa rara nos Jardins. Abri uma porta de vidro, entrei naquele recinto com paredes verde-água, belas e antigas cadeiras de barbeiro, um público 100% masculino composto por todos os tipos possíveis e imagináveis (jovens, senhores, executivos, michês, motoboys...). Como estava lotado, logo me sentei em um banco em meio a jornais e revistas e perguntei ao jovem que cortava o cabelo de um cliente à frente: - Vocês fazem barba aqui?
Com uma resposta positiva e sorridente resolvi ler algo para passar o tempo e esperar minha vez. Abri uma revista Playboy da bela Bárbara Borges e comecei a folheá-la na ansiedade de checar as fotos sensuais da atriz, mas logo fui interrompido por um senhor de uns 80 anos que me convidou a sentar a fim de ter minha barba feita. Eu segui as instruções do "meu tio" e durante os 20 minutos que esta operação, feita aos modos antigos, durou, eu tive um "brain storm" enquanto ator, roteirista, produtor de arte e fotografia.

O ambiente, a experiência, a figura do senhor e outros detalhes me trouxeram inspirações surpreendentes e com certeza me fizeram crescer tanto profissionalmente, quanto como um ser sensível. Enfim, é inacreditável como a moderna cidade de São Paulo é diversa o bastante para continuar a inspirar poetas, cineastas, atores ou simples sensíveis de plantão. Eu realmente amo esta cidade, eu amo São Paulo.

Por Roberto Christo

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Sentimentos, Até Então, Somente Internos - PARTE 01

Eu hoje, enquanto analisava um sonho recorrente, cheguei à conclusão que a evolução da palavra trouxe também a evolução do autoconhecimento.
Voltando ao sonho. Eu costumo sonhar, em forma de um pesadelo, que fui reprovado na escola e preciso voltar às salas de aula; isto significa um momento de sufoco que me faz acordar com falta de ar e leva alguns segundos, para felizmente, eu me dar conta que a realidade é outra. Agora, por que algo tão simples pode me causar tanto mal estar? Talvez, há alguns anos atrás, eu não encontrasse uma resposta em forma de palavra que o justificasse; hoje em dia os estudiosos se dedicam a pesquisar assuntos que antigamente eram considerados “frescuras”, “bichisses” ou outros substantivos pejorativos facilmente usados para julgar o sofrimento alheio. Enfim, neste caso específico, eu posso afirmar que fui vítima da hostilidade decorrente do “bullying” algo muito antigo, porém recentemente nomeado. Tráta-se de um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully - «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz (es) de se defender. Eu me lembro quando criança, pelo simples fato de ser diferente nos meus gostos, desejos, comportamento, era hostilizado, marginalizado, ofendido e agredido. Ações que eram sustentadas e cegamente apoiadas pela sociedade, escola, colegas. Um pesadelo traumático. O lado positivo que tirei de tudo isto foi o fato de formar a minha personalidade livre de preconceitos e à margem, junto com”meus iguais” ou outros que naquela época também eram marginalizados como os negros, os hippies, os gays, os drogados. Outro ponto positivo foi a experiência de vida que me hoje me faz enxergar avanços sociais como a “descoberta” ou somente a criação de um termo para o bullying, triste ato que só vai ser combatido à medida que os pais se conscientizem da importância em educar os filhos em um ambiente livre de preconceitos e baseado no respeito mútuo.
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