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** By ROBERTO CHRISTO **

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

DRAUZIO VARELLA - Violência contra homossexuais

Negar direitos a casais do mesmo sexo é imposição que vai contra princípios elementares de justiça

A HOMOSSEXUALIDADE é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados. Nesse sentido, não existe aspecto do comportamento humano que se lhe compare.
Não há descrição de civilização alguma, de qualquer época, que não faça referência a mulheres e a homens homossexuais. Apesar de tal constatação, esse comportamento ainda é chamado de antinatural.
Os que assim o julgam partem do princípio de que a natureza (leia-se Deus) criou os órgãos sexuais para a procriação; portanto, qualquer relacionamento que não envolva pênis e vagina vai contra ela (ou Ele).
Se partirmos de princípio tão frágil, como justificar a prática de sexo anal entre heterossexuais? E o sexo oral? E o beijo na boca? Deus não teria criado a boca para comer e a língua para articular palavras?
Se a homossexualidade fosse apenas uma perversão humana, não seria encontrada em outros animais. Desde o início do século 20, no entanto, ela tem sido descrita em grande variedade de invertebrados e em vertebrados, como répteis, pássaros e mamíferos.
Em alguma fase da vida de virtualmente todas as espécies de pássaros, ocorrem interações homossexuais que, pelo menos entre os machos, ocasionalmente terminam em orgasmo e ejaculação.
Comportamento homossexual foi documentado em fêmeas e machos de ao menos 71 espécies de mamíferos, incluindo ratos, camundongos, hamsters, cobaias, coelhos, porcos-espinhos, cães, gatos, cabritos, gado, porcos, antílopes, carneiros, macacos e até leões, os reis da selva.
A homossexualidade entre primatas não humanos está fartamente documentada na literatura científica. Já em 1914, Hamilton publicou no "Journal of Animal Behaviour" um estudo sobre as tendências sexuais em macacos e babuínos, no qual descreveu intercursos com contato vaginal entre as fêmeas e penetração anal entre os machos dessas espécies. Em 1917, Kempf relatou observações semelhantes.
Masturbação mútua e penetração anal estão no repertório sexual de todos os primatas já estudados, inclusive bonobos e chimpanzés, nossos parentes mais próximos.
Considerar contra a natureza as práticas homossexuais da espécie humana é ignorar todo o conhecimento adquirido pelos etologistas em mais de um século de pesquisas.
Os que se sentem pessoalmente ofendidos pela existência de homossexuais talvez imaginem que eles escolheram pertencer a essa minoria por mero capricho. Quer dizer, num belo dia, pensaram: eu poderia ser heterossexual, mas, como sou sem-vergonha, prefiro me relacionar com pessoas do mesmo sexo.
Não sejamos ridículos; quem escolheria a homossexualidade se pudesse ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os heterossexuais, imagine para os outros.
A sexualidade não admite opções, simplesmente se impõe. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira.
Mais antiga do que a roda, a homossexualidade é tão legítima e inevitável quanto a heterossexualidade. Reprimi-la é ato de violência que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países o fazem com o racismo.
Os que se sentem ultrajados pela presença de homossexuais que procurem no âmago das próprias inclinações sexuais as razões para justificar o ultraje. Ao contrário dos conturbados e inseguros, mulheres e homens em paz com a sexualidade pessoal aceitam a alheia com respeito e naturalidade.
Negar a pessoas do mesmo sexo permissão para viverem em uniões estáveis com os mesmos direitos das uniões heterossexuais é uma imposição abusiva que vai contra os princípios mais elementares de justiça social.
Os pastores de almas que se opõem ao casamento entre homossexuais têm o direito de recomendar a seus rebanhos que não o façam, mas não podem ser nazistas a ponto de pretender impor sua vontade aos mais esclarecidos.
Afinal, caro leitor, a menos que suas noites sejam atormentadas por fantasias sexuais inconfessáveis, que diferença faz se a colega de escritório é apaixonada por uma mulher? Se o vizinho dorme com outro homem? Se, ao morrer, o apartamento dele será herdado por um sobrinho ou pelo companheiro com quem viveu por 30 anos?

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

AMOR? Filme de João Jardim


Hoje eu tive o enorme prazer de assistir à pré-estréia do filme “AMOR?” com lançamento previsto para abril de 2011, do diretor João Jardim. O filme teve a produção executiva da Casa Redonda, que mais uma vez acerta na parceria de um projeto pautado no sensível e socialmente educativo.

O filme é uma mescla de documentário com ficção, para ser mais claro, trata-se de uma série de depoimentos verídicos contados por atores. Fiquei maravilhado com a delicadeza e destreza do diretor em retratar experiências provenientes dos dissabores de relações de casais que envolvem violência física, psicológica, uso de drogas, prazer ou dor ao extremo. Tudo isto colocado de forma sutil, poética e o mais importante, extremamente tocante. Tenho certeza que se minha avó (italiana, cristã, ultraconservadora) assistisse ao filme, assim como uma adolescente dos tempos atuais, em algum momento, ambas iriam sentir uma identificação com alguma experiência relatada. É um filme totalmente horizontal, ou seja, o espectador faz parte daquilo. Eu digo isto porque acho que a sociedade intelectual tem mania de verticalizar qualquer questão social, sempre olham um problema de cima para baixo, ou até de baixo para cima, como se seus mundos estivessem longe daquelas situações mais comuns.

Amor? é um filme que segue a risca aquilo que eu acredito ser o ciclo do bom cinema: o roteiro é a fantasia, que toma forma pelo olhar do diretor e se humaniza com atuação de talentosos atores.

Então segue aí a minha dica, não percam o filme quando ele entrar no circuito comercial. Meus parabéns à Avon (patrocinadora), à Casa Redonda, ao sensível diretor (João Jardim) e aos atores (com especial atenção à Silvia Lourenço, Fabiula Nascimento e Claudio Jaborandy que estão “hors concours”).

Beijos do
Roberto Christo

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Vamos Boicotar a Doceria Ofner?



O meu dinheiro, eu não gasto mais na Ofner!

Fonte: Coluna Mônica Bergamo - Folha de São Paulo

Um casal de homossexuais está processando a Ofner, uma das principais redes de docerias de São Paulo, por homofobia praticada por seus funcionários. O gerente de vendas Lucio Serrano conta que estava abraçando seu namorado na unidade da empresa que fica nos Jardins quando foi repreendido por um segurança que teria dito que "isso aqui é lugar de família" e que "dois homens se pegando é coisa de bicha". Ao chamar o gerente, ouviu que o casal estava "incomodando as pessoas".

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Ignorância

Sem generalizar, mas o congresso brasileiro consegue reunir um time de políticos ignorantes, que não se esforçam para adquirir informações e conhecimento de avanços de pesquisas em geral. Um exemplo claro de cérebro de preguiçoso é do militar e deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) que sugeriu que os pais deveriam bater nos filhos com “tendências homossexuais " para mudarem de comportamento, durante um programa da TV Câmara que discutia a Lei da Palmada.
“O filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um coro, ele muda o comportamento dele. Olha, eu vejo muita gente por aí dizendo: ainda bem que eu levei umas palmadas, meu pai me ensinou a ser homem”.
Que troglodita!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O Íntimo, Mais Uma Conquista

O Íntimo agora está disponível no Site do "Annual Program Without Frontiers" vamos torcer para entrar na seletiva do Festival de Granada 2011.





segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A religião e os seus dogmas.

Acho este curta maravilhoso! Fotografia, arte e roteiro:

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