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** By ROBERTO CHRISTO **

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Diário de Um Exorcista. É o Cinema Nacional Permitindo Novos Gêneros!


Para você que permite que seu gosto pelo gênero terror sobreponha qualquer rótulo como, por exemplo, "filme independente", a grande recomendação vai para O Diário de Um Exorcista.  O filme, baseado em fatos reais, arrepia de medo até aos inveterados fãs do gênero! E não é uma opinião só minha, amigos que leram meus posts nas redes sociais, decidiram assisti-lo e teceram inúmeros elogios. Todos tiveram suas atenções tomadas pelo filme, do começo ao fim.

Dirigido pelo cineasta e também brilhante ator, Renato Siqueira, O Diário de Um Exorcista conta a tragédia familiar que abalou o jovem Lucas Vidal, personagem que tem o desafio de enfrentar, desde sempre, seu maior inimigo: o Diabo. Não vou entrar em detalhes para não dar uma de spoiler, mas posso afirmar que o diretor/produtor e sua equipe tiveram a boa ideia em investir em um gênero pouco explorado pelo cinema brasileiro.

Acho louvável que cineastas emergentes estejam deixando de seguir a matriz do neorrealismo que impera no nosso cinema atual, pois nossa arte precisa desta diversidade de gêneros, precisa de uma parcela do viés comercial. Acredito que seja juntando um pouco de tudo que seguiremos o caminho que vai driblar crises e destruir barreiras de uma "panelinha" dominante. Só assim fortificamos o cinema independente mundial e o levamos para dentro da sua casa, no conforto do seu sofá.

Renato Siqueira e equipe foram bravos por concluírem a missão de produzir sem recurso e por conseguirem lançar seu belo filme através de uma distribuidora de renome. Eles venceram ao reunirem um time de técnicos, sócios e atores que trabalharam com coesão, amor e carinho pelo ofício da arte. Foi um orgulho testemunhar o brilho no trabalho de queridos colegas que integram a turma como: Chris Fernandes, Manoel Lima e Ruben Espinoza.

Vendo com olhos de profissional do cinema, houve erros? Sim, alguns poucos! Porém, prefiro me ater ao apontá-los, pois são questões que não cabem a esta crítica, são detalhes irrelevantes ao público geral, são opiniões pessoais que passam por interpretações baseadas em linhas divergentes de estudo da matéria. O Diário de Um Exorcista é uma obra revolucionária feita na base da coragem, por isso está isento do meu julgamento de estéticas.

Produzir um filme livre das estruturas de uma grande produtora, de um estúdio famoso ou sem financiamento por recursos públicos é uma batalha quase impossível! O cinema deve ser encarado como um negócio, um trabalho que gera empregos e cujo produto final precisa dar certo e ser rentável nos seus frutos, pois uma indústria só funciona se consumar o seu ciclo de investimento gerando retorno. Esta é a minha percepção! Acredito que se as produções tiverem mais comprometimento com a questão mercadológica o nosso produto se tornará mais atrativo para possíveis novos investidores; nosso marketing cultural não mais se resumirá ao controle de um pequeno grupo de mídia especializada que só divulga os feitos de seus pupilos ou de seus semelhantes ideológicos. E acredito que a produção do Diário de Um Exorcista nos ajudou a abrir este caminho. 

Para assistir ao filme basta escolher uma das opções:


Assista ao trailer:


Bom filme!
Roberto Christo

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Curta de Dawn Westlake em Portugal

 Go to

O curta metragem "Through the Pane", da talentosa diretora americana, Dawn Westlake, foi escolhido para representar os EUA na nona edição do "Porto 7 Film Festival". O filme concorre na categoria documentário. 

Eu, pessoalmente, assisti ao curta e testemunhei a sensibilidade da diretora ao conseguir retratar uma verídica crônica familiar através de uma linguagem poética.  Dawn foi capaz de juntar o lirismo das artes, o autor depoente e o fato real, através da linguagem do cinema. 

Com certeza o resultado agradou em cheio aos curadores portugueses! E não é para menos Dawn Westlake já conhece bem a essência dos portuenses, pois seu primeiro filme, "Mini Driver Project", foi rodado em Porto,  há 16 anos. 

quarta-feira, 30 de março de 2016

Ouvindo Estrelas


Como contar a história de uma solitária criança de rua, abandonada, sem limar o brilho, a inocência e a pureza do momento pueril humano?

Só assistindo "Ouvindo Estrelas".

A peça, primeiramente, destinada ao público mirim (digo isto, pois os crescidos também se emocionam) é uma infusão da leve e doce fantasia infantil à realidade adulta envolta às agruras do mundo.

Aqui, estamos falando de um mundo que nos faz de testemunhas insensíveis daquilo que nos é apresentado o tempo todo, mas não enxergamos. Inclui-se ali o lixo e o tesouro. Somente então, nos damos conta de algo chamado emoção.

Só assistindo "Ouvindo Estrelas" adultos e crianças são capazes de sentir a força real, as vezes cruel, do nosso folclore traduzido em frases feitas, canções históricas e brincadeiras da nossa cultura. A partir delas chegamos ao âmago de uma mensagem sustentada por três pilares:

a. A democracia do amor: Não importa quem, onde ou quando, mas o amor, mesmo saindo do imaginário, pode curar qualquer ferida. Afinal, ele é a energia das energias! No espetáculo os personagens exalam e sobrevivem alimentados pelo amor.

b. A atemporalidade da fantasia: Não há como negar, a fantasia não é um privilégio só das crianças, ela acompanha o ser humano do começo ao fim. Afinal, a fantasia acaba por dizer muito da verdade que todos procuram. No espetáculo somos submetidos ao real efeito das tradicionais fantasias, através dos personagens que analisam nossos ditados e frases feitas. Indo da frivolidade à consistência.

c. A presença do elemento transcendental está em todos nós: Que me perdoem os discordantes! Mas, religiosos, supersticiosos, crentes... mesmo os céticos, agnósticos, ateus e afins... todos nós vivemos submersos em crenças metafísicas, ainda que não tenhamos consciência disto. O espetáculo nos apresenta o lúdico como o irmão gêmeo do transcendental.

Notem que tal processo de percepção só me foi possível graças à genialidade do texto, ao sensível trabalho dos atores e dos demais aspectos que criam a atmosfera cênica.

Enfim, mesmo que minhas palavras possam demonstrar alguma complexidade da obra, o espetáculo não é nada denso ou difícil de digerir! Do contrário, é tocante e gostoso de vivenciar. Sejam para cabeças infantis, adultas ou sem estes rótulos chatos.

Um aviso importante. Minhas considerações sobre esta peça podem soar piegas, mas garanto que a "PH Cia de Teatro e Circo" através do "Ouvindo Estrelas" foi capaz de extirpar qualquer neutralidade, frieza ou distância de seus espectadores, pois quem vai ao teatro não só assiste ao espetáculo, mas o vive. Asseguro que isto é notório a partir dos diversos ângulos e mentes que o experimentam!

A peça está participando do Festival de Teatro de Curitiba e volta à São Paulo para as apresentações finais nos dias 02 e 03 de Abril, às 11:00 no Teatro TOP - Rua Rui Barbosa, 201 - Bela Vista.

Produção: PH Cia de Teatro e Circo
Texto e Direção: Francisco Alves
Com Kelly Lima e Marcelo Sales

Consulte preços especiais para grupos escolares de crianças através do email: ouvindoestrelas.reservas@gmail.com

ROBERTO CHRISTO

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A Farsa do Banco Itaú Personnalité


Este banco não faz jus ao nome! É impessoal e mantém gerentes que são indelicadas com clientes cuja trajetória de parceria ultrapassa 17 anos. Ou seja, desde quando era Bank Boston, uma instituição respeitável. O amadorismo do atendimento de um banco que se diz voltado para um público especial, me assusta. O time da gerência remota do Personnalité não sabe o que é "cliente". Este seria o princípio básico do segmento. Esta seria a conduta certa para o nome que deriva do francês: personalidade.

Além de tudo, o processo de "digitalização" deste banco, na verdade, coloca seus clientes para efetuarem todo o trabalho. O auto atendimento só é vantagem para o banco que se exime de suas responsabilidades. A campanha é uma farsa além de estimular o ensino incorreto da língua portuguesa, escrevendo digital com a letra "u".

Recentemente, eu tive um problema com o banco e não consegui nenhum apoio do banco. Não moveram uma palha para me ajudar! Alegaram que a culpa e responsabilidade eram totalmente minhas, pois a solicitação fora feita pelo auto atendimento do internet banking. Tal problema causou o uso indevido do meu limite de cheque especial e o banco continua a cobrar os juros abusivos, diariamente. Desgostoso, revoltado e me sentindo lesado, eu procurei uma maneira de minimizar o prejuízo, uma vez que o banco se exime em 100% da responsabilidade e afirma que seu sistema/aplicativo é perfeito e jamais cometera alguma falha.

Não consegui que o banco reduzisse a cobrança dos juros, muito menos houve alguma tentativa da gerente e sua equipe. Resolvi analisar a legislação do Banco Central e os bancos são obrigados a isentarem seus clientes de taxas de manutenção de conta mensal, já seria um custo a menos. Porém, o banco Itau Personnalité só isenta no caso do cliente manter uma aplicação de R$ 150.000,00 com eles, assim como me informou a Srtas Sara e Fabiana, da gerência remota. Até eu que sou leigo em economia percebo a farsa. Eu questionei a aplicação da regra e o time da gerência remota disse que a regra se aplica somente ao varejo????? do Itau. Como assim? O banco não é um só? O número do banco para qualquer seguimento não é o 341? Por que o Banco Central permite isto?

Durante a crise da resolução, achei absurdo pagar uma mensalidade de quase R$ 80,00 por um serviço pífio, bem como me indignei com a indelicadeza da chefe geral da gerência remota, Sra Adriana Pazeto, que além de despreparada é mal educada com aqueles que não mantém investimentos no banco, portanto não merecem ser atendidos (Ela reclamou que estava dando muito trabalho ao banco. Tenho uma gravação disto que postarei, em breve). Enfim, cheguei a conclusão que ou você contribui com os altos lucros do Itaú Personnalité ou será tratado como um rato... pior, este banco é como um esgoto, seus clientes são tratados como dejetos.

Vejam a prova que o auto atendimento digital é uma farsa, pois beneficia somente o banco que não precisa mais prestar serviço ao cliente.
Resposta do Banco Itaú Personnalité que demonstra que o auto atendimento é uma armadilha para o cliente que acaba por assumir toda a responsabilidade das ações bancárias.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Gisele will be always the unique Gisele


I decided to write this text in English just because there is a word that can not be translated to my native language (Portuguese)! The word is grief. The other day I was talking to my friend Karina, who is my mentor for several subjects and also for English, saying about the intrinsic meaning of this word... and three weeks later I'm living this feeling.

You know when you have a pet who is more person than a pet? At this moment I only have Nicole, but one day ago they were two! Yes! My beloved Gisele (this name because she was a skinny, blonde, gorgeous Whippet and looked like Gisele Bündchen) passed last morning. She was a young lady, but a special one who built up her mission in this life and passed to continue living her lovely way.

Gisele, you are my daughter! Someone who (permanently) occupies part of my heart! I love you sooo much, be happy and keep always connected to me.

Lots of love from your daddy, 
Roberto









quinta-feira, 21 de maio de 2015

Mantra OM MANI PADME HUM


OM MANI PADME HUM que soa como OM MANI PEME HUNG é o mantra do Budismo que significa "da lama nasce a flor de lótus".

Recitar este mantra é transformar o corpo impuro de suas palavras ou mente, no puro e no louvado. É abençoar com a energia positiva ou a energia de Deus (respeitando, aqui, a maneira individual de crer) o  corpo, a palavra. É rezar, mentalizar, meditar por um mundo melhor para todos. É ajudar os animais a reencarnarem em níveis mais elevados. É seguir o caminho da mente de Buddha.

OM - A primeira sílaba. Recitá-la o abençoa para atingir a perfeição na prática da generosidade. Elimina o orgulho.
MA - Ajuda a aperfeiçoar a prática da ética pura. Liberta do ciúme e da luxuria.
NI - Ajuda a atingir a perfeição na prática da tolerância e paciência. Consome os desejos
PAD - Ajuda a conquistar a perfeição na prática da perseverança. Acaba com a ignorância.
ME - Ajuda a conquistar a perfeição na prática da concentração. Liberta da pobreza e da ganância, e nos leva ao ponto ótimo.
HUM - Ajuda na conquista da perfeição na prática da sabedoria. Elimina a agressividade e o ódio.


terça-feira, 17 de março de 2015

Geison Ferreira e Ana Maria Saad filmam nova série




É com grande satisfação que tenho acompanhado o "making of" da nova série ficção da produtora Pensamentos Filmados. Como é de costume dos diretores Ana Maria Saad e Geison Ferreira, a nova produção se preocupa com o tema "mais amor social e uma maior auto estima"

Tive um acesso parcial ao roteiro e o mesmo me pareceu diverso na essência, não deixa "brecha" para qualquer tentativa de maniqueísmo e nem pende mais para um lado. Senti que o espectador é que decidirá com o que ou quem vai se identificar. Há conflitos, relação de poder, disputas embasadas em moral ou na visão jovem de encarar a vida. Aliás, a energia da juventude é o que exala com mais força! Uma juventude com a cara de São Paulo, com milhões de formatos e que mesmo vivendo as dificuldades dos percalços da vida, um dia acabará em harmonia.

Em conversa com o Geison Ferreira me surpreendi com a nova proposta apresentada pelo diretor, também coach nessa realização, de criar com muito esmero e dedicação um interessante e novo processo de preparação de seus atores. Outra surpresa foi saber que o elenco conta com a grande e competente Alejandra Sampaio e a novata, mas cheia de talento e beleza, Carolina Tartilas. 

Mal posso esperar pelo resultado! Louco para ver.

Sorte para todos! Sorte para os queridos Geison e Ana!





segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Avant Premiere da Exposição sobre Regina Duarte

Regina Duarte

No último sábado foi a avant premiere da exposição "Espelho da Arte – A Atriz e Seu Tempo" que comemora os 50 anos de carreira de Regina Duarte. A mostra é uma grande produção assinada por Eduardo Bodstein e Marcelo Gomes, além de um árduo trabalho fruto de um carinho incondicional do curador Ivan Izzo, ator e artista plástico que acompanha a trajetória da atriz há 23 anos e que juntos conseguiram retratar uma jornada brilhante; um marco histórico que serve de exemplo e referência para muitos dos profissionais do audiovisual e artes cênicas.

A atriz esteve presente na abertura, mais uma vez ela demonstrou sua doçura e amabilidade com os convidados dando atenção e estampando no rosto aquele sorriso mais belo e caloroso do Brasil.

Convido a todos a conferirem essa exibição cujo ponto alto é a emoção que o trabalho consegue passar, tanto a imagem do trabalho da atriz versátil, corajosa e dedicada, quanto a reunião física de fotos, vídeos, objetos e figurinos que compuseram os mais de 100 personagens vividos por Regina Duarte. Tudo foi muito bem ambientado, a iluminação assinada pelos designers PH e Kelly Lima não só destacou o feeling do conteúdo mas trouxe um ar de aconchego que envolve o espectador de modo que ele não quer mais deixar o espaço! Precisei ser avisado que o evento havia se encerrado por aquela noite.

Portanto, não percam esta oportunidade ímpar de experimentar um trabalho de altíssimo nível. A exposição vai até o dia 08 de Fevereiro, no espaço JK - 3º Piso do Shopping JK Iguatemi. Segunda à Sábado das 11:00 às 23:00 e Domingos e Feriados das 14:00 às 20:00.

Mais informações

FOTOS

Eduardo Bodstein, Ivan Izzo, Regina Duarte e Marcelo Gomes
Foto: Manuela Scarpa para GNEWS

Prestigiando o evento os atores: Jui Huang e Kamilla Bielawski

Jui Huang, Regina Duarte e Roberto Christo
PH, Kelly Lima e Roberto Christo


Por ROBERTO CHRISTO

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A História de Carmen Rodrigues


Será na cidade de Belo Horizonte, o lançamento do livro "A História de Carmen Rodrigues" da escritora especializada nas questões de gênero e sexualidade, pela Ohio University (USA), Ana Luiza Libânio.

A autora foi alfabetizada nos Estados Unidos, na Los Angeles da década de 70. Na década de 80, retornou ao Brasil, onde vive na cidade de Belo Horizonte.  Em 2001 formou-se em Letras pela UFMG.

Pelo que eu conheço da sensibilidade da Ana, acredito que a obra trate do assunto de sua especialização que, com certeza, será abordada de maneira lírica e prazerosa. Enfim, terá um efeito de responsabilidade social! "Façamos a nossa parte"

Louco para ler o livro!!!

Dia 18 de dezembro, a partir de 18 Hrs

Livraria Quixote
Rua Fernandes Tourinho, 274 - Savassi, Belo Horizonte - MG
(31) 3227-3077

Por ROBERTO CHRISTO

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Express Interview


Há alguns anos, fomos colegas nos estudos de interpretação! Desde aquela época, a Patrícia já se destacava como a melhor das atrizes. Sempre criativa, natural e flexível para atuar! Além do talento profissional e de sua intelectualidade (além de atriz, ela frequentou cursos de cinema no exterior e é DJ das mais competentes), ela tem alguns atributos que ajudam a abrir portas no mundo das artes: beleza; perfil físico diverso, capaz de ir de menininha à mulher sensual, basta um toque de produção; e talvez a característica mais marcante, uma voz ultra sexy.

Patricia Lunardelli, que em breve estará em cartaz com o espetáculo ainda sob segredo, participa da "Express Interview". A coluna, uma maneira gostosa, direta e simples de conhecer um pouco dos profissionais que muito contribuem para nossa arte, se alterna nas revistas virtuais "CLIQUISH" & "ÅTTA MAGAZINE!

Clique AQUI para ler o bate papo com Patricia Lunardelli.

Por ROBERTO CHRISTO

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Express Interview

Dilso Secchi
Dilso Secchi, que em breve estará em cartaz com o espetáculo "Conte-me Sobre Você", é o primeiro a participar da coluna "Express Interview".

Aproveite para conhecer esta nova coluna das revistas virtuais "CLIQUISH" & "ÅTTA MAGAZINE! Clique AQUI para ler.

É uma maneira gostosa, direta e simples de conhecer um pouco dos profissionais que muito contribuem para nossa arte, cultura, moda, filosofia, bem estar e outras manifestações profissionais que instigam o nosso pensar.

Por ROBERTO CHRISTO

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Alexandre Quintas em "Mateus, 10"


Versatilidade é uma das condições básicas para nos fazermos bons atores! É um dom lapidado com estudos, prática, disciplina e entrega! Um bom exemplo dessa afirmação vai para alguém que eu tenho acompanhado a carreira e que a cada ano me surpreende com sua eterna e constante ascensão profissional, o jovem ator e poeta, Alexandre Quintas.

Brilhando mais uma vez, o artista e sua trupe de alto nível, a Cia Tablado de Arruar (incluindo aqui o elenco: Alexandra Tavares, Alexandre Quintas, Amanda Lyra, Clayton Mariano, Ligia Oliveira e Vitor Vieira; o dramaturgo: Alexandre Dal Farra), têm demonstrado que trabalhar sério resulta em prover arte e cultura, obtendo admiração de público e crítica. ** Veja resenhas e premiações abaixo.

Este é o caso de "Mateus, 10", onde Alexandre Quintas interpreta dois personagens: Joelmir e Maria. O espetáculo conta a história de Otávio, um pastor em ascensão que entra em crise com sua atividade, quando se apega de forma quase obsessiva a uma passagem da Bíblia em que Jesus renega sua família, mãe e irmãos, em função dos seus seguidores e discípulos. A partir daí, Otávio passa a desenvolver e a pregar uma nova doutrina. O desejo obsessivo de negar o conhecido em função ao novo, a qualquer custo, o leva à beira da loucura. Para instaurar uma nova ordem ele precisa de um fato que mude os rumos da sua vida e é a partir dessa atitude que a trama se desenrola.

Por ROBERTO CHRISTO


Se você gostou, fique ligado na agenda de apresentações do ator, no interior de São Paulo:

NOV.28 & 29 - Registro
DEZ.01 - Santo André
DEZ.19 & 20 - Santos

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- Para sensibilizar o público, o ator precisa abraçar o personagem e transmitir emoção ao texto. Para encantar multidões, um líder religioso também necessita de carisma ao propagar suas mensagens. Montagem do grupo Tablado de Arruar, o drama”Mateus, 10” levanta questões plenamente aplicáveis ao teatro, religião, política ou a qualquer área na qual a sedução pela palavra seja fundamental. O autor Alexandre Dal Farra, também diretor ao lado de João Otávio, buscou referências dramatúrgicas no conto “Bartleby, o Escriturário”, de Herman Melville, e no romance “Crime e Castigo”, de Fiódor Dostoiévski. Ainda apresenta influência bíblica no título, remetendo ao apóstolo Mateus, o coletor de impostos que abandonou a riqueza para seguir Jesus. Diante dessas inspirações, o espetáculo levanta um oportuno debate relativo a culpa, alienação, fé e ao poder da religião para ditar comportamentos. Vitor Vieira personifica o pastor Otávio, um homem que passa a questionar o valor e a verdade das suas pregações. O dízimo lhe parece sujo, e ele planeja desenvolver uma doutrina própria. Em meio a uma crise pessoal, Otávio enfrenta turbulências com a mulher (a atriz Ligia Oliveira) e perde o controle dos atos, envolvendo-se intimamente com os vizinhos e até em um assassinato. (…) Os diretores aliviam o extremo realismo da encenação e a densidade do texto com episódios tragicômicos, representados pela atriz Amanda Lyra. No bom elenco ainda figuram Alexandra Tavares, Alexandre Quintas e Clayton Mariano, apoios fundamentais para a perturbadora interpretação de Vitor Vieira. Dirceu Alves Jr. Veja São Paulo****.

- Um dos melhores textos do ano. Alexandre Dal Farra criou estranheza em personagens dentro do contexto de uma religião evangélica – uma parte da identidade da sociedade brasileira de hoje, poucas vezes abordada em nosso teatro. Lucianno Maza. Caderno Teatral da Cooperativa Paulista de Teatro.


- Prêmio Shell de melhor dramaturgia (2012)

- Prêmio CPT de melhor espetáculo em espaços alternativos (2012)


terça-feira, 4 de novembro de 2014

A Preciosa Contribuição dos Diretores, Boris e Túlio Ramalho.

Os irmãos, Túlio e Boris Ramalho
Um filme é feito por uma equipe, no caso das minhas direções, confesso que sempre acabo dirigindo a obra de maneira coletiva. Este é também o caso do meu último curta: FORCA. Para uma produção bancada pelo meu bolso, sem ajuda de leis de incentivos ou patrocínios, já obtivemos a façanha de estar em quatro festivais mundo afora, além de uma indicação de "Melhor Filme", na Índia.

Nesse caso específico, sei que a abertura de espaço se deu, sobretudo, por causa da genial fotografia proposta e executada pela equipe da Teorema Filmes, trocando em miúdos, os seus representantes: Boris e Túlio Ramalho.

Os irmãos Ramalho trabalharam em quase todas as cinematografias dos meus filmes. O trabalho é sempre recheado pelas brilhantes ideias que partem desses dois profissionais de extrema competência. Formados em Cinema pela FAAP, Boris e Túlio conseguem criar a mais bela aparência das concepções. Mesmo trabalhando sob condições restritas, muitas vezes impostas pelos orçamentos apertados e correria nas gravações, os dois diretores são adoráveis e sensíveis a ponto de colaborarem no encontro da verdadeira identidade da obra, aquela que busco no mais escondido ponto da mente, enquanto diretor.

Por isso afirmo que neste caminho já percorrido, com ainda muito a aprender,  a grande habilidade e o bom humor da dupla formam pilares que contribuem para uma produção agradável, uma fantástica atmosfera no set e um resultado de alto padrão.

Que venham mais filmes! Obrigado pela colaboração generosidade da dupla.

Por ROBERTO CHRISTO


P.S. - Após polêmicos cancelamentos sem notificações e boatos sobre falhas na organização das edições anteriores, acabo de receber a notícia que o "Munich Underground Film Festival" vai acontecer em janeiro de 2015, quando exibirá o nosso querido "FORCA". Espero que, realmente, aconteça esse esperado evento. Danke München!!




sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Mais um ato solidário por Ana Maria Saad


Com o objetivo de oferecer um projeto em prol da bem estar da mente, Ana Maria Saad, atriz, diretora e empresária, trabalha na realização do "I Congresso de Medicina Integrativa na Saúde da Mente". O evento visa promover técnicas para aquietar a mente e resgatar a qualidade de vida daqueles que sofrem com distúrbios como: depressão, ansiedade, pânico, bipolaridade e outros.

Gostaria de ressaltar a coragem, a garra e o espírito solidário nesse ato de cidadania, da grande Ana Maria.

Leia o depoimento da mesma e seja um apoiador:

"Você sabe o que é sofrer abuso de uma das pessoas que mais deveríamos confiar? Infelizmente eu sei. Fui abusada pelo meu pai durante toda a minha infância. Sofri abusos psicológicos diários, e até mesmo sexuais. O resultado? Transtornos mentais, depressão e vontade de morrer. Dentro de mim, eu já sentia que a vida era um luto. Um dia conheci a Medicina Humanizada, e aprendi a domar minha mente.

No meu caso, minha mente foi domada contra a depressão. Para outras pessoas que conheci no meio do caminho, suas mentes foram focadas em outros assuntos, como liderança, timidez ou crescimento pessoal. Hoje dedico minha vida para ajudar os outros, mas preciso da sua colaboração para salvar mais pessoas que estão na mesma situação que eu passei.

Por isso criei esta campanha de financiamento coletivo para viabilizar o I Congresso de Medicina Integrativa na Saúde da Mente, evento online que farei, na primeira semana de dezembro, com a ONG Pensamentos Filmados para compartilhar os benefícios da Medicina Humanizada com muito mais pessoas."

Colabore clicando AQUI

Abraços,
ROBERTO CHRISTO



segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Piccolino by Mina Mazinni


Talvez uma das figuras mais importantes da música italiana, um ícone que foi sucesso dos anos cinquenta aos anos setenta e que, subitamente, decidiu deixar a cena musical, só retornando em 2001 para deleite de seus fãs.

Esta é Mina Mazinni, ou somente Mina! Seu DVD "Mina in studio", lançado em 2001, causou uma pane nos canais da internet após obter mais de 20 milhões de acessos simultâneos.

Para minha feliz surpresa, estávamos jantando no Cipriani de Bodrum, quando eu reconheci a voz forte e sensual de Mina. Como era uma seleção de músicas inéditas (para mim), perguntei à gerente se era a Mina Mazinni, que vibrante confirmou ser a aclamada artista e ainda me deu no nome do álbum: Piccolino. Canções como: Armoniche Convergenze (Adelio Cogliati, Pietro Cassano e Fabio Perversi), Canzone Maledetta (Andrea Mingardi), Compagna di Viaggio (Giorgio Faletti), Questa Canzone (Paolo Limiti e Mario Nobile),  Brucio de Te (Giuliano Sangiorgi dei Negramaro) e Ainda Bem (do brasileiro Arnaldo Antunes) dão um charme todo especial a esta obra de arte de Mina Mazinni.

Vídeo:




POR ROBERTO CHRISTO

terça-feira, 2 de setembro de 2014

"ISOLADOS" - Quem disse que o Brasil não pode produzir um bom thriller?

Isolados, Um Filme de Tomas Portella

Ontem, estive na pré-estreia do filme "ISOLADOS" dirigido por Tomas Portella e com estreia nacional prevista para o dia 18 de setembro. Fiquei, positivamente, surpreso com os atributos desse filme de suspense, sobretudo com a alta qualidade do som que foi capaz de trazer uma emoção especial a cada cena. Acho que eu ainda não havia assistido a um filme brasileiro com recursos tão sofisticados, nesse gênero!

Na verdade, há um casamento perfeito dos diversos departamentos da produção cinematográfica. O que mais impressiona nesta obra é que vemos aqui uma sintonia do som, com a arte e a fotografia de maneira, minuciosamente, pensada.  Estes elementos se completam e se equilibram como em uma balança: a fotografia escura, melancólica e desbotada se utiliza da luz pontual dos objetos de cena que comprovam a sua condição; tudo é acompanhado por sons e ruídos simbólicos que ora estão próximos, ora denotam uma distância. Enfim, característica estas que comprovam a boa pré-produção e uma excelente direção (aquela que dialoga com o grupo de toda a produção).

A boa atuação dos atores (Bruno Gagliasso e Regiane Alves) pode ser divida em blocos que se alternam de acordo com a revelação de diversas personalidades de um mesmo personagem. Elas aparecem de maneira não cronológica e causam aquela sensação de mistério, além de evitar qualquer pré-anunciação do final da estória. Achei uma maneira inteligente que a roteirista encontrou para conduzir a emoção do espectador, sem deixar que este mate a charada em um momento inoportuno. 

A questão psicológica e a locação de algumas cenas me trouxeram referências do "Anticristo" de Lars von Trier, bem como, eu adorei a homenagem ao último trabalho de José Wilker no cinema... mas, prefiro parar por aqui para não estragar as surpresas dos futuros espectadores. Assistam!

Abraços,
ROBERTO CHRISTO



Amigos na pré-estreia do Shopping Iguatemi

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

The Wayward Cloud de Tsai Ming-liang


Há alguns anos eu, por acaso, assisti na TV a um filme que me marcou muito. Sabe quando estamos em viagem, assistindo um dos vários canais a cabo do hotel e pegamos o filme após iniciado? Na época não memorizei o nome do filme, nem do diretor. Tempos depois, de volta ao Brasil, tentei procurar algo sobre o filme e nunca encontrei.  

Recentemente ganhei um livro sobre cinema e ao folheá-lo me deparo com o foto de uma cena do desconhecido filme! Sim, era aquela obra cujos maiores atrativos eram a arte e fotografia, justamente os elementos que despertaram a minha atenção e fascínio! Corri para ler os créditos e lá estava: The Wayward Cloud (por Tsai Ming-liang). Bingo! Após anos, encontrei o que tanto queria e agora com a possibilidade de estudar sobre o diretor.

Então, o filme teve o título traduzido para "O Sabor da Melancia" e narra o encontro de Hsiao-Kang com Shiang-Chyi, ele um ator pornográfico e ela uma funcionária de uma video-locadora que reencontra um antigo "crush" para novas experiências. A versão para o português vem do uso constante da melancia como o símbolo de volúpia e do elemento água que aparecem como protagonistas no contexto do filme. 

O diretor, de maneira complexa, retrata a influência da urbanização na vida de seus personagens! Aqui temos novos formatos dos espaços físicos habitados pela população de Tawain e vivemos uma escassez de água que assola a cidade. O resultado é uma valorização exacerbada da importância de seguir os instintos que nos levam às relações interpessoais! Os impulsos humanos se manifestam mais arduamente, no desejo sexual, dificilmente consumado, decorrente das coincidências da proximidade física causada pela falta de espaço; ou na busca ensandecida da preciosa água, que com fartura estaria presente em uma suculenta melancia. 

O roteiro, um pouco confuso, permitiu a inserção de números musicais, todos muito bem produzidos e dentro da proposta verde-vermelha. A arte e fotografia enriquecem os demais elementos do filme e o torna mais interessante. 

O diretor, conhecido como um representante da Nouvelle Vague oriental, é famoso por explorar o ritmo lento, com planos longos e poucos diálogos. A crítica destaca bastante seu outro filme, Vive L’amour, com o qual o diretor ganhou o Leão de Ouro, em Veneza (este ainda inédita para mim, mas vou buscar uma maneira de assisti-lo, o mais breve possível!).

Portanto, fica aqui a dica para quem tem adoração pelo cinema oriental, como eu!


Abraços,
ROBERTO CHRISTO



The Wayward Cloud

The Wayward Cloud

The Wayward Cloud


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